Companhias precisam dar mais atenção às estratégias de comunicação

Profissional de RI deve estar apto a agir em momentos de crise

Os ciclos econômicos estão cada vez mais curtos, e isso faz com que o período entre o nascimento e o declínio de uma empresa também seja mais curto a cada década. “Tudo sugere que esse movimento deva continuar nos próximos anos ou décadas, por conta da tecnologia, que tem provocado transformações e discussões cada vez intensas, e da sociedade, que tem mudado com uma velocidade muito grande. Isso faz, por consequência, com que as empresas tenham dificuldade de adaptação frente a esse novo cenário”, afirmou Diego Barreto, diretor financeiro da Suzano de Papel e Celulose, na abertura do painel Comunicação Estratégica e o papel do profissional de RI, durante o 18º Encontro Nacional de Relação com Investidores e Mercado de Capitais, realizado em junho.

Esse aspecto é interessante quando se discute estratégia, uma vez que as empresas ainda tendem a ignorar a discussão da crise durante tal processo. “Você assume que uma disrupção no seu modelo de negócio pode acontecer, mas você se esquece de assumir a discussão de crise. Existe um atraso considerável dos executivos e dos acionistas das companhias em relação à identificação desse aspecto”, ponderou Barreto.

Para ilustrar sua fala e ressaltar a necessidade de uma mudança urgente de mentalidade por parte dos executivos das companhias, o diretor da Suzano citou um caso vivenciado por ele há alguns anos: “Na minha carreira, tive a oportunidade de ter algumas experiências relacionadas a crises, e em uma delas abordamos um acionista para poder entender quanto tempo um determinado evento demoraria para desaparecer. Nós o consultamos porque ele tinha décadas na indústria e esse feeling é importante. Sua resposta foi ‘duas ou três semanas até as coisas se normalizarem’; no entanto, o assunto rendeu por anos e a empresa entrou em recuperação judicial. Isso indica que o comportamento humano ainda é muito pouco percebido por quem fazer gestão de risco e mostra que há dificuldade em se reagir a isso”, alertou.

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Caio Túlio Costa, Diego Barreto e Roger Oey

 

“Matar” o velho modelo de negócio

Para o jornalista e ex-ombudsman Caio Túlio Costa, tudo está em crise. “O Brasil está vivendo uma crise política, econômica, social e moral. Temos disrupções acontecendo em praticamente todos os setores, de uma maneira ou de outra. Temos disrupções visíveis, como a que o Uber traz ao mercado taxista; que o WhatsApp traz para o setor de telefonia; que uma operação por angioplastia traz para o mercado da medicina em relação ao bisturi. Também temos disrupções menos visíveis, mas ainda assim impactantes, como a passagem da era agrícola para uma era digital, e essa transformação é um dos elementos fundadores da crise”, ele afirmou.

Segundo Costa, as companhias, independentemente de seu segmento, que não quiserem sucumbir ao novo mercado que está nascendo terão a missão de “matar” seu atual modelo negócio e recriá-lo, alinhando-o às novas necessidades e demandas do mercado e da sociedade. “Estamos vendo isso acontecer na indústria de comunicação. Se os meios de comunicação não estiverem dispostos a criar um novo modelo de negócio para substituir o atual, eles estarão fadados ao fracasso, pois a ‘cabeça’ das pessoas mudou. Não se pode manter o status quo”, assegurou.

Do analógico para o digital

Além da crise já mencionada, vive-se ainda uma crise geracional, que tem relação com a forma geral de apreensão do conhecimento, até pouco tempo atrás basicamente calcada nos livros. Hoje, o conhecimento vem de diversas fontes, como música, internet, cinema, games, teatro, Netflix, entre outros, e não está restrita apenas à relação texto-imagem.

Quem está no comando das empresas hoje em dia, em grande medida, pertence a uma geração um pouco mais velha e, portanto, analógica. Isso tende a inibir a leitura do que está acontecendo. “É essencial que essa geração aprenda essa nova forma de adquirir conhecimentos e também de interagir com a nova geração, já familiarizada com esses recursos. Também é necessário compreender que quem é analógico não será digital, por uma série de fatores comportamentais, mas pode – e deve – ser um meio-termo”, advertiu o jornalista.

De acordo com Barreto, do ponto de vista corporativo, ainda há preconceito com as mídias sociais, por exemplo. “As empresas precisam compreender que a exposição é relevante e impacta quem tem acesso a esses meios. Essa exposição, no entanto, exige sabedoria para quem se expõe, além de uma nova percepção do mundo e de como essa ferramenta é ‘poderosa’”.

Necessidade de mudanças no mundo corporativo

Segundo Roger Oey, especialista sênior em Renda Variável da Bloomberg, o mundo evoluiu muito nos últimos anos, mas no âmbito corporativo “a sensação é de que estamos vivendo em modo analógico, uma vez que os processos ainda são arcaicos”.

Ele comentou que temos à disposição diversos aplicativos e modernidades, mas quase nada disso é, de fato, aplicado no dia a dia profissional. Um exemplo disso, destacou Oey, é a utilização dos aplicativos Word e Excel, da Microsoft, há mais de duas décadas.

Erros na gestão de crise

Um aspecto que demanda atenção e mudanças urgentes no tocante à gestão de crise é a preparação para eventuais situações. Apesar de se falar tanto neste tipo de gerenciamento, os palestrantes deixaram claro que ainda existe muita falha quanto a isso. “Em momentos de crise, não adianta reagir se você não estiver preparado”, garantiu Oey.

A governança corporativa é outro aspecto que se apresenta como crítico, uma vez que empresas fechadas, grosso modo, não tem o mesmo cuidado com esta questão que uma companhia aberta, que deve prestar conta de suas ações.

“Como diria Shakespeare em Hamlet, ‘estar preparado é tudo’. Em outras palavras, isso significa que cada ação deve ser fruto de planejamento com fim específico. É preciso que se faça um exercício para visualizar de onde pode vir a crise, que se esteja preparado para o que virá – independentemente do que virá –, saber o que se deve ou não fazer em período de crise”, afirmou Caio Túlio Costa.

De acordo com os palestrantes, estar preparado é listar as possibilidades de erros e de problemas que podem vir tanto do mercado quanto de seus concorrentes, de modo a ter condições de lidar com essas situações com segurança. Também é saber a quem se pode recorrer, como auditores e consultores, por exemplo, que possam ajudar no processo de gerenciamento de crise. “Trata-se de normatizar os procedimentos”, resumiu Costa.

Como agir em momentos de crises
  • O profissional de RI deve ter papel relevante nesse processo, não se limitado à comunicação com investidores. Ele deve estar apto a planejar o passo a passo em casos de crise.
  • Os comunicados por escritos tendem a ser impessoais, portanto, é preciso demonstrar humanidade e simpatia em relação aos seus públicos.
  • É necessário acalmar os investidores, mas sempre com empatia, de modo a não gerar reações contrárias por parte da mídia e da sociedade.
  • Jamais minimizar os problemas e o impacto negativo que ele pode trazer à sociedade. O efeito dessa ação pode ser ainda mais grave para a companhia.
  • Nunca mentir sobre o ocorrido.
  • É preciso ter habilidade para lidar com problemas; jamais se esconder e evitar falar a respeito, mas também não se manifestar sem que haja uma estratégia desenvolvida.
  • A comunicação deve ser sempre ajustada ao perfil dos clientes, de modo a evitar ruídos e desentendimentos.

 

Por Paula Craveiro

IBRI e Deloitte lançam estudo com foco em gestão de riscos e na atuação estratégica do RI

São Paulo, 28 de junho de 2016 – O IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) e a Deloitte lançaram no primeiro dia do 18º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais, iniciado hoje em São Paulo, a pesquisa “Gestão de Riscos e RIs – Evolução Contínua para Criar e Preservar Valor nas Relações com Investidores”.

O estudo mostrou que, nos últimos anos, a área de Relações com os Investidores (RI) tem passado por um intenso processo evolutivo em resposta aos novos desafios impostos pelo mercado e à demanda por profissionais de RI com perfil mais estratégico dentro das companhias. Além de divulgar informações financeiras e gerir processos da área de maneira eficaz, o RI precisa estar cada vez mais em linha com os objetivos de negócio e atento às oportunidades e aos riscos que surgem no dia a dia de sua empresa.

Perfil estratégico e gestão de riscos

A pesquisa mostrou que 45% dos entrevistados destacaram o perfil estratégico como aquele que mais bem representa sua área dentro das empresas. Outros atributos destacados foram os papéis de comunicador (19%), catalisador e operador (ambos com 18% cada).

“Esse percentual indica o ganho de relevância do profissional de RI, que cada vez mais deve estar ciente das novas demandas por informação, tanto dentro quanto fora da empresa, bem como atuar em conjunto com as áreas de gestão de risco e de controles internos para promover um ambiente de confiança e mais transparente”, explicou o vice-presidente do IBRI, Ricardo Rosanova Garcia.

Gestão de riscos nas empresas

Ainda de acordo com o estudo, a área de gestão de riscos também vem vivenciando uma série de transformações ao longo dos anos, seja por causa das exigências dos órgãos reguladores, seja pelas exigências de investidores e do mercado de capitais por mais transparência.

A visão do RI sobre a gestão de riscos e sua avaliação sobre como sua função pode impactar o valor do negócio deve contribuir para a assimilação de ambas as áreas. A pesquisa revelou que praticamente 90% dos entrevistados concordam que boas práticas corporativas de gestão de riscos e de controles internos têm impacto positivo para atrair e reter investidores; já 87% dos pesquisados acreditam na influência positiva dessas boas práticas sobre o preço da ação.

“Em um contexto de maior divulgação de informações financeiras e não financeiras, o RI tem de estar pronto para responder aos questionamentos dos agentes de mercado sobre os riscos inerentes ao negócio. É importante também que a área se engaje em uma conversa de profundidade com os investidores e stakeholders sobre este tema”, destacou Bruce Mescher, sócio da área de Auditoria da Deloitte.

Embora o levantamento do IBRI e da Deloitte tenha verificado um perfil mais estratégico e, portanto, mais atento a questões de gestão de risco, também foi apurado que aproximadamente 39% dos entrevistados avaliaram como baixo o nível de engajamento dos profissionais de RI com as estruturas de gestão de riscos e de controles de suas organizações.

Perspectivas para o próximo ano

A pesquisa também analisou quais são os tópicos de risco que os RI consideram mais preocupantes para os investidores para os próximos 12 meses. Entre os temas estão as ameaças relativas ao modelo de negócio (64%), a preocupação com o crescimento orgânico (63%) e com investimentos em inovação (46%).

Outro item analisado foi o novo relatório de auditoria, uma ferramenta ainda desconhecida para o RI. Quarenta por cento dos entrevistados afirmaram não estarem familiarizados com o sistema, porém, entre os que puderam avaliar seu impacto na comunicação com o mercado, mais da metade acredita que as mudanças serão positivas, uma vez que facilitarão o processo de divulgação das informações.

Sobre o Encontro Nacional de RI e Mercado de Capitais: ponto de encontro entre agentes do mercado de capitais, o evento propõe neste ano debater temas como a necessidade do profissional de RI se adaptar a demandas dos investidores, especialmente nas áreas de risco, compliance e jurídica.

O Encontro Nacional é patrocinado pelas empresas: BM&FBovespa, Bloomberg, BNY Mellon, Bradesco, Chorus Call, Crowe Horwath, Deloitte, Diligent, Itaú Unibanco, MZ Boardvantage, RIWeb, RR Donnelley, Sabesp, Saint Paul Editora, Souza Cescon, SulAmérica, TheMediaGroup, Valor Econômico e Wittel.

Serviço
18º Encontro Nacional de RI e Mercado de Capitais – IBRI e ABRASCA
Data: 28 e 29 de junho de 2016
Horário: das 14h às 19h (28/06) e das 9h às 17h30 (29/06)
Local: Fecomercio (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista – São Paulo – SP)
Mais informações: http://www.encontroderi.com.br
Credenciamento de Imprensa – rodney@digitalassessoria.com.br

Assessoria de Comunicação do IBRI
Paula Craveiro – paula@digitalassessoria.com.br

Começou hoje o 18º Encontro Nacional de RI e Mercado de Capitais, em São Paulo

São Paulo, 28 de junho de 2016 – Teve início hoje, em São Paulo, no auditório da Fecomercio, o 18º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais, promovido pelo IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) e pela ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias Abertas).

Sob o tema principal “A Gestão de Crise e de Risco”, o evento foi iniciado por Edmar Lopes, presidente do Conselho de Administração do IBRI. Lopes destacou a importância do Encontro Nacional para a divulgação de novas e melhores práticas, bem como para a compreensão do que está ocorrendo no mercado.

“Durante o encontro serão debatidos temas de grande relevância, pertinentes aos profissionais de Relações com os Investidores, cujo escopo de trabalho foi consideravelmente ampliado nos últimos anos. Este profissional tem hoje a importante missão de transmitir, com clareza e objetividade, o que está acontecendo tanto dentro quanto fora de sua empresa”, ressaltou o executivo, complementando a necessidade de este profissional estar sempre atento e bem informado.

Em sua fala, o presidente da ABRASCA, Antonio Castro, comentou a importância dos temas que serão abordados durante o encontro. “A maioria dos assuntos tem relação com gestão de crise e de risco, bem como com a importância da comunicação e da adoção das melhores práticas, e, diante do atual cenário político e econômico nacional, isso não poderia passar despercebido. São temas bastante atuais e de grande valia para o dia a dia do mercado”.

O diretor da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Pablo Renteria, também ressaltou a qualidade da programação e pontuou a importância e a urgência de se discutir questões como melhores práticas em comunicação, ética nos negócios, a evolução do profissional de RI e de seu papel, bem como a gestão de riscos e crises. “É comum ouvirmos dizer que o mercado está parado, mas isso, para os profissionais de Relações com os Investidores, não é exatamente verdadeiro. Acredito que nunca vivemos uma época tão conturbada, em que a comunicação do RI com seus públicos de interesse tenha sido tão necessária”, ele concluiu.

Sobre o Encontro Nacional de RI e Mercado de Capitais: ponto de encontro entre agentes do mercado de capitais, o evento propõe neste ano debater temas como a necessidade do profissional de RI se adaptar a demandas dos investidores, especialmente nas áreas de risco, compliance e jurídica.

O Encontro Nacional é patrocinado pelas empresas: BM&FBovespa, Bloomberg, BNY Mellon, Bradesco, Chorus Call, Crowe Horwath, Deloitte, Diligent, Itaú Unibanco, MZ Boardvantage, RIWeb, RR Donnelley, Sabesp, Saint Paul Editora, Souza Cescon, SulAmérica, TheMediaGroup, Valor Econômico e Wittel.

Serviço
18º Encontro Nacional de RI e Mercado de Capitais – IBRI e ABRASCA
Data: 28 e 29 de junho de 2016
Horário: das 14h às 19h (28/06) e das 9h às 17h30 (29/06)
Local: Fecomercio (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista – São Paulo – SP)
Mais informações: www.encontroderi.com.br

Assessoria de Comunicação do IBRI
Paula Craveiro – paula@digitalassessoria.com.br

ÚLTIMA CHAMADA – CREDENCIAMENTO IBRI – O maior evento de Relações com Investidores e Mercado de Capitais da América Latina começa amanhã (28/06/2016)


ÚLTIMA CHAMADA – CREDENCIAMENTO

IBRI: O maior evento de Relações com Investidores e Mercado de Capitais da América Latina começa amanhã (28/06/2016)

O 18º Encontro Nacional de RI e Mercado de Capitais, promovido pelo IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) e ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias Abertas), acontecerá, nos dias 28 e 29 de junho de 2016, na FECOMERCIO, em São Paulo (SP).
O evento deverá reunir as principais referências em Relações com Investidores e mercado de capitais do Brasil e exterior.
Como palestrantes, também a participação de Gavin Grant e Hugo Sanders, gestores do maior fundo soberano do mundo: o Norges Bank Investment Management (da Noruega). Deltan Dallagnol, Procurador da República no Ministério Público Federal e Coordenador da Força-Tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, fará palestra de encerramento do evento, sobre “Tempos de crises, corrupção e ética nos negócios”.
Também está prevista Coletiva de Imprensa sobre estudo IBRI e Deloitte: “Gestão de riscos e RI – Evolução contínua para criar e preservar valor nas Relações com Investidores”, no dia 28/06/2016, entre 15h40 e 16h20, na Sala 2, Espaço VIP – 2º andar, na FECOMERCIO.

Sobre o 18º Encontro Nacional de RI e Mercado de Capitais
Ponto de encontro entre agentes do Mercado de Capitais, o evento propõe neste ano debater temas como a necessidade do profissional de RI se adaptar a demandas dos investidores, especialmente nas áreas de risco, compliance e jurídica.
O Encontro Nacional é patrocinado pelas empresas: BM&FBOVESPA, Bloomberg, BNY Mellon, Bradesco, Chorus Call, Crowe Horwath, Deloitte, Diligent, Itaú Unibanco, MZ Boardvantage, RIWeb, RR Donnelley, Sabesp, Saint Paul Editora, Souza Cescon, SulAmérica, TheMediaGroup, Valor Econômico e Wittel.

Serviço
18º Encontro Nacional de RI e Mercado de Capitais – IBRI e ABRASCA
Data: 28 e 29 de junho de 2016
Horário: das 14h às 19h (28/06) e das 9h às 17h30 (29/06)
Local: FECOMERCIO (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista – São Paulo – SP)
Mais informações: www.encontroderi.com.br
Credenciamento de Imprensa – rodney@digitalassessoria.com.br

Assessoria de Comunicação do IBRI
Digital Assessoria-Comunicação Integrada
Rodney Vergili | Paula Craveiro
rodney@digitalassessoria.com.br


Programação

Dia 28 de junho de 2016 – terça-feira

14:00 – 14:30 – Abertura

• Pablo Renteria, Diretor da CVM (Comissão de Valores Mobiliários)
• Antonio Castro, Presidente da ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias Abertas)
• Edmar Lopes, Presidente do Conselho de Administração do IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores)

14:30 – 15:30 – Painel 1 –
A Gestão de Crise e de Risco com a interação de profissionais do Comitê de Auditoria e Mercado em geral com os profissionais de Relações com Investidores
Moderador: Edmar Lopes, Presidente do Conselho de Administração do IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores)
Debatedores:
• Pablo Renteria, Diretor da CVM (Comissão de Valores Mobiliários)
• Walter Schalka, Diretor-Presidente da Suzano Papel e Celulose
• Laércio Cosentino, Diretor-Presidente da TOTVS

15:30 – 16:00 – Q&A


16:00 – 16:30 – Coffee Break


16:30 – 17:00 – Apresentação da Pesquisa Deloitte/IBRI

Gestão de riscos e a Interação com os Profissionais de RI
Palestrante: Bruce Mescher, Sócio da Deloitte

17:00 – 17:40 – Painel 2:
Desdobramentos Institucionais e o Impacto na Atividade de RI
Moderador: Ricardo Garcia, Vice-Presidente do IBRI e Gerente de Relações com Investidores da Helbor
Debatedores:
• Joaquim Falcão, Jurista
• Carlos A. Primo Braga, Professor Associado da Fundação Dom Cabral e Professor Visitante da IMD Business School

17:40 – 18:00 – Q&A


18:00 – 18:40 – Palestra:
Visão estratégica do profissional de Relações com Investidores em relação ao valor da empresa, atuação proativa do RI na interlocução com o mercado com visão de longo prazo.
Moderador: André Luiz Gonçalves, Vice-Presidente do Conselho de Administração do IBRI e Gerente Geral de Relações com Investidores da Fibria
Palestrante:
• Tim Koller, Corporate Finance Expert Partner da McKinsey & Company

18:40 – 19:00 – Q&A


19:00 – Encerramento dos trabalhos do dia

Dia 29 de junho de 2016 – quarta-feira

09:00 – 10:00 – Painel 3:
Empresas de capital fechado – necessidades de capital e expectativas.
Moderador: Joaquim de Oliveira, Sócio das áreas de Fusões e Aquisições, Bancário e Financiamentos, Private Equity e Mercado de Capitais do escritório Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados
Debatedores:
• Sidney Chameh, Diretor da DGF Investimentos
• Thomas Brull, membro do Conselho de Administração da Aegea Saneamento e Participações S.A.
• Thiago Pimenta, Headhunter da FLOW Executive Finders

10:00 – 10:30 – Q&A


10:30 – 11:00 – Coffee Break


11:00 – 12:00 – Painel 4:
Comunicação Estratégica e o papel do profissional de RI
Moderador: Diego Barreto, Membro do Conselho de Administração do IBRI e Diretor Financeiro da Suzano de Papel e Celulose
Debatedores:
• Caio Túlio Costa, Jornalista e ex-ombudsman
• Roger Oey, Especialista Sênior em Renda Variável da Bloomberg

12:00 – 12:30 – Q&A


12:30 – 13:45 – Almoço


13:45 – 14:30 – O Mercado de Capitais no Atual Ambiente

Moderador: Antonio Castro, Presidente da ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias Abertas)
Palestrantes:
• Juan Jensen, Economista e Sócio da 4E Consultoria
• Nuno da Silva, Diretor de DRs (Depositary Receipts) para América Latina do BNY Mellon

14:30 – 14:45 – Q&A


14:45 – 15:30 –
Melhores Práticas de Comunicação na área de RI e os Fatores ESG (Environmental, Social and Governance)
Moderador: Carlos Lazar, Membro do Conselho de Administração do IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) e Diretor de Relações com Investidores da Kroton Educacional
Palestrantes:
• Gavin Grant, Head of Active Ownership do Norges Bank Investment Management
• Hugo Sanders, Head of Corporate Access do Norges Bank Investment Management

15:30 – 15:45 – Q&A


15:45 – 16:30 – Palestra de encerramento:
Tempos de crises, corrupção e ética nos negócios
Moderador: Júlio Bueno, Sócio com atuação na área de Projetos de Infraestrutura, Direito da Construção e Contratos de Engenharia da Pinheiro Neto Advogados
Palestrante:
• Deltan Dallagnol, Procurador da República no Ministério Público Federal e Coordenador da Força-Tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba

16:30 – 17:00 – Q&A


17:00 – 17:30 – Sessão de Encerramento

• Antonio Castro, Presidente da ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias Abertas)
• Rodrigo Luz, Presidente da Diretoria Executiva do IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores)

14º Encontro Nacional – Mercado debate validade de ferramentas de voto on-line

Dando início ao segundo dia do 14º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais, o painel “O uso da tecnologia para a democratização do mercado de capitais” analisou a importância e validade das ferramentas de voto on-line.

Segundo Alexandre Dinkelmann, vice-presidente executivo de Estratégia e Finanças da Totvs, “a adoção de uma plataforma de voto eletrônico facilita a vida dos acionistas, uma vez que permite a adesão de um número maior de participantes no processo de voto em assembleia. Essa ferramenta é uma ótima oportunidade”.

O executivo comentou que o nível de adoção desse mecanismo, no Brasil, ainda é muito baixo. Contudo, o problema reside mais em questões culturais que tecnológicas.

“Minha experiência profissional com a realização de assembleias mostrou que um dos grandes entraves é a antiga crença de que uma assembleia de acionistas deve ser realizada presencialmente, na sede da empresa”, disse Paulo Aragão, sócio da Barbosa Mussnich e Aragão.

Para ele, além da falta de cultura, existe ainda a questão da preparação da documentação para cada assembleia, ponto no qual a tecnologia pode contribuir. “A CVM precisa aprovar a validação da cotação eletrônica. O assunto já está sendo analisado internamente”, lembrou.

Claudio Avanian Jacob, diretor de RI da BM&FBovespa, comentou a experiência da bolsa. Ele contou que antes da abertura de capital era possível reunir quase 100% dos acionistas. Após esse processo, o capital passou a ser diluído, contando com muitos acionistas estrangeiros. “Na última assembleia, usamos uma ferramenta de voto eletrônico. Com quase 68 mil acionistas (67.885), participaram apenas 433, sendo 23 PF, 19 institucionais locais e PJ e 391 estrangeiros”.

Ele destacou que, dos 23 PF, nove passaram procuração para os administradores por plataforma eletrônica. De acordo com o executivo, vale a pena continuar investindo nessa ferramenta. “É uma questão de insistência e aprofundamento de cultura. Muitos não participam por não saber que podem participar”, afirmou.

Na opinião do sócio da Gávea Investimentos, Marcos Pinto, o acionista não tem o havito de ir às assembleias, não por apatia, mas por falta de incentivo econômico. “As companhias podem reverter isso ao facilitar o acesso ao conteúdo que será debatido na ocasião. Isso permitiria ao acionista avaliar antecipadamente se vale ou não a pena se deslocar até o local determinado. Além disso, é preciso que os custos de participação sejam reduzidos”, ressaltou.

Nesse quesito, ele comentou a tentativa da CVM em criar incentivo para as companhias adotarem plataformas de voto eletrônico e que estas reembolsassem parte do custo do acionista.

Pinto concluiu afirmando que “estamos nos dirigindo para um modelo semelhante ao adotado pelos Estados Unidos, que permite ao acionista votar a distância – por correio ou eletronicamente. Contudo, para efetivamente chegarmos a esse ponto, precisamos rever urgentemente a questão da possibilidade de modificar o conteúdo de uma assembleia com pouco tempo de antecedência, algo que não é permitir lá fora, que costuma gerar desconforto e insegurança por parte dos acionistas”, ressaltou.

Paula Craveiro

[PR Newswire]

14º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais: Área de RI deve atentar para a comunicação

Especialistas apontam a importância da clareza na comunicação e ressaltam a necessidade de se melhorar o padrão de apresentações

 

Silvia Pereira, sócia da R2P2 Comunicação Financeira, apresentou, em 2 de julho, durante ao 14º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais, os resultados de um estudo de casos que visava analisar os processos comunicacionais de uma empresa e sua interação com seus públicos de interesse. Segundo a especialista, o objetivo do estudo foi analisar a maneira como os profissionais da área de RI vêm se comunicando e, a partir daí, promover reflexão, discussão e investigação.

“O ser humano não possui capacidade de se comunicar por meio de telepatia. Para nos comunicar, precisamos nos expressar por meio de códigos, sinais, signos, que devem ser compreendidos pelo interlocutor para que a mensagem adquira um significado e gere comunicação”, destacou. “Para que a comunicação faça sentido e gere interação, é fundamental que, além de conhecimento prévio por parte do receptor da mensagem, o emissor seja claro e direto no momento da comunicação”.

Silvia afirmou que, no Brasil, pouco se fala sobre Business Communication (comunicação voltada para os negócios) e isso é uma falha, uma vez que o mercado demanda profissionais qualificados para emitir informações para os diversos públicos de relação da empresa. “O profissional de RI deve ter consciência de que nos comunicamos até mesmo sem falar. Expressões faciais, movimentos corporais, pausas durante a fala, embora sejam atos simples, não deixam de ser comunicação”, afirmou.

A especialista, que já atuou na área de RI, destacou que a atuação do profissional de Relações com Investidores está diretamente ligada ao conceito de gatekeeping, “Gatekeeping é uma atividade institucional que demanda autoridade para tomar decisões que afetam o outro. Esse conceito está fortemente relacionado à atuação do RI, que detém informações de grande valia a respeito da empresa”, explicou. Ela ressaltou, contudo, que essas informações nem sempre podem ser disponibilizadas, uma vez que existem restrições quanto a informações privilegiadas e informações prospectivas. “Um deslize qualquer por parte do RI pode ser altamente prejudicial à companhia”, lembrou.

Apresentações também exigem atenção

Para Eduardo Cury Adas, sócio administrador da SOAP, uma das grandes falhas comunicacionais das empresas acontece no momento de se realizar uma apresentação. “Não adianta ter um grande projeto, produto ou empresa. É preciso que seu público perceba isso. A apresentação é um dos fatores de maior importância para se vender um produto ou ideia. Mas, para que ele tenha o efeito desejado, é preciso um roteiro bem elaborado, aliado a um bom apresentador”, orientou.

Hoje em dia, segundo o especialista, é comum vermos apresentações com foco inadequado e duração acima do necessário. Desde o advento do Power Point, muitas pessoas perderam a capacidade de “contar histórias” e passaram a ser meros “leitores de slides”. “É preciso entender que o Power Point, assim como eram os slides e o retroprojetor, tem a finalidade de auxiliar no andamento de uma apresentação, não servir de muleta. É essencial que o conteúdo, a historinha a ser contada, esteja em mente, não em tela. Do contrário, não haveria necessidade de apresentação. Bastaria enviar a apresentação ao seu cliente e aguardar uma resposta”, afirmou Eduardo.

Uma boa apresentação, conforme explicou o especialista, deve conter uma mensagem principal; mensagens adicionais, que tenham força para comprovar a mensagem principal e sustentem sua tese; um slogan ou tema, em seja marcante e embase o que se pretende mostrar; ser estruturado de maneira coerente e concisa; e ser apresentada em uma linguagem adequada ao público a que se destina. “Além disso, essa mensagem deve ser dividida entre razão e emoção. Mais que apresentar o produto ou a empresa, deve-se apresentar o benefícios que estes podem gerar ao cliente. É preciso tocá-lo se quiser convencê-lo”, concluiu.

Paula Craveiro

[PR Newswire]

Especialistas debatem os cenários para o Mercado de Capitais

Segundo Álvaro Bandeira, sócio e economista-chefe da Órama Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, não dá para negar a importância da informação e de políticas bem estruturadas para a formação de preços, além de agregar valor às companhias, porém, ele acredito que o melhor produto que uma empresa pode vender é sua ação. “Por ser o produto mais valioso de uma empresa, mais que seus produtos e serviços propriamente, é preciso cuidar das ações. As informações passadas ao público devem ser bem elaboradas, ter o tratamento correto. Caso contrário, podem trazer desequilíbrios ao mercado, como ocorreu recentemente com empresas como Petrobras e OGX, que sofreram súbita desvalorização”, afirmou.

Outro ponto destacado por Bandeira foi a necessidade de se educar os investidores e demais stakeholders, de dar treinamento a esses públicos, inclusive por parte dos órgãos reguladores do mercado.

Marcio Guedes Pereira Junior, diretor da Associação Brasileira das Entidades do Mercado (Anbima), comentou que nos últimos anos, a Anbima tem atuado fortemente no sentido de desenvolver o cenário de renda fixa no Brasil e criar um instrumento que a entidade entende como sendo necessário para o desenvolvimento do mercado de renda fixa.

Ele também traçou um breve panorama desse segmento no País, destacando o rápido crescimento do setor nos últimos anos. “As debêntures ganharam mais importância e, parte disso, vem de operações não especificamente distribuídas. O universo de papel que a gente tem com possibilidade de reter o investidor cresceu muito no ano passado. A oferta de debêntures praticamente dobrou nos primeiros quatro meses de 2012 em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar disso, as debêntures apresentam ainda uma parcela pequena no total de volume de renda fixa do mercado”, afirmou.

O estrategista do Itaú BBA, Lucas Tambellini Santos, abordou a importância da comunicação adequada com os players do mercado, dividindo-os em cinco categorias: assets locais, fundos de pensão, empresas, investidores estrangeiros e investidores Pessoa Física. Para ele, a comunicação é sum pouco mais delicada quando se refere aos dois últimos grupos. “No caso dos investidores estrangeiros, é preciso muni-los de informações claras e precisas, uma vez que, ao menor sinal de risco, muitos, por falta de tempo para refazer suas análises, agem de maneira impulsiva e por vezes irracionais, optando por zerar suas operações e provocando instabilidade no mercado. A comunicação tem o mesmo grau de importância quanto se trata de PF, uma vez que esse segmento de investimento está em fase de crescimento no País”.

Tambellini comentou ainda a questão dos ciclos vivenciados pelas empresas. “Não há problema o fato de uma empresa estar passando por um momento ruim, seja por questão micro ou macroeconômica, quando se trata de um investimento de longo prazo. Problema seria a falta de sinalização clara a respeito desses maus momentos”, afirmou.

Marcelo Suhara, sócio da área Capital Market da Ernst & Young Terco, destacou o número de IPOs realizados nos últimos anos. “Em 2008, foram realizadas quatro aberturas de capitais; já em 2011, esse número subiu para 11. No entanto, este ano, o número está aquém dos anos anteriores”. Ele apontou ainda alguns dos principais desafios a serem enfrentados pelo RI no mercado de IPO. “Em primeiro lugar, é preciso ‘colocar a casa em ordem’, analisar ao máximo a atual situação do mercado para, em seguida, poder transmitir mensagens claras e objetivas aos investidores. É necessário que haja convergência com as demonstrações financeiras”, disse.

Suhara lembrou ainda que, a partir 1o de janeiro de 2013, os profissionais de Relações com Investidores devem estar atentos às novas normais contábeis, que entrarão em vigor na referida data.

Reuniões Apimec

Dr. Jairo Laser Procianoy, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), encerrou o painel “Cenários para o Mercado de Capitais” apresentando um estudo quantitativo sobre a importância das reuniões Apimec.

Segundo o professor, “as reuniões Apimec são um importante canal de divulgação de informações corporativas, uma vez que esses encontros tendem a melhor a comunicação entre as partes interessadas e facilitar a compreensão acerca da companhia”.

Entre os principais pontos abordados no estudo, Procianoy ressaltou o ganho efetivo gerado pelas reuniões para as empresas. “A pesquisa analisou 685 eventos realizados por 146 empresas, e concluiu que as apresentações geram impacto na compra e venda de ações. Foi observado que as reuniões trazem ganho efeito no segundo dia após a reunião, apresentando elevação na compra de ações”.

Os presidentes do IBRI e da ABRASCA (Associação Brasileira de Companhias Abertas), promotoras do 14o Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais agradeceram o apoio dos patrocinadores: Apsis, Banco do Brasil, Banco Bradesco, Bloomberg, BM&FBovespa, BNDES, BNY Mellon, Cemig, Cetip, Chorus Call, CMA, CTEEP, Deloitte, Deutsche Bank, Ernst & Young Terco, Fipecafi, Firb; GreenbergTraurig, Itaú Unibanco, J.P. Morgan, NYSE Euronext, Petrobras, Power Financial, PR Newswire, Ricca, RIWeb (Comunique-se), RR Donnelley (Bowne), Sabesp, Santander, SulAmérica, TheMediaGroup, Vale, Valor Econômico e Wittel.

Paula Craveiro

[PR Newswire]

Pesquisa IBRI-Deloitte indica tendência para integração de relatórios de companhias abertas

Levantamento realizado com 42 empresas de todo país sinaliza tendência de mudanças no modelo de reporte das informações

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A pesquisa “Qualidade das informações – transparência e integração nas divulgações das companhias abertas”, realizada pela Deloitte em parceria com o IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), entre os dias 18 de abril e 31 de maio deste ano, contou com a participação de 42 empresas de todo o país e mensurou o nível de transparência e a adoção de boas práticas dos profissionais de RI e agentes de mercado em geral. Os resultados da pesquisa foram apresentados hoje, 2 de julho, durante o 14o Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais, em São Paulo

“O intuito da pesquisa foi analisar e apontar quais têm sido as tendências, as melhores práticas no mercado mundial e como as pessoas envolvidas na área de RI as compreende no Brasil. O padrão que se tem visto segue na direção de relatórios integrados, que permitem unir diversos aspectos – como informações numéricas, dados de sustentabilidade, riscos da empresa, governança corporativa, entre outros -, facilitando a compreensão daqueles que leem essas variadas informações e conferindo mais transparência e sofisticação aos dados prestados”, explicou Ricardo Florence, diretor presidente do IBRI.

Mais da metade (51%) dos profissionais responsáveis pelas áreas de RI afirmaram que os modelos dos relatórios corporativos precisam ser mais inovadores e integrados. Dessa mesma amostra, 31% responderam que as informações, embora suficientes, poderiam ser repassadas com mais qualidade. Já outros 15% apontam que o acesso precisa melhorar, enquanto apenas 5% dizem que elas são suficientes.

Em relação à qualidade da informação disponibilizada, ou seja, sua relevância e utilidade no apoio às decisões operacionais e de investimento, 67% apontaram os resultados do exercício como sendo a informação mais importante de um relatório, enquanto 62% indicaram o panorama estratégico da organização e 36%, a governança corporativa.

“Os profissionais de RI brasileiros já estão adotando as melhores práticas internacionais de disponibilização de informações, o que tornou a comunicação das empresas de capital aberto com seus investidores ainda mais transparente e confiável. Agora, todo o setor busca maneiras de aprimorar seus relatórios. Um relatório integrado adequado deve reunir qualidades como objetividade, tempestividade, relevância e proatividade”, ressaltou Florence.

A criação de relatórios integrados também foi abordada na pesquisa. Proposta mundialmente pelo International Integrated Reporting Commitee (IIRC), 95% dos entrevistados avaliaram o modelo como positivo. A maioria (58%) informou que o relatório anual emitido já é integrado, reunindo informações relevantes sobre estratégia, governança corporativa, desempenho e perspectiva da empresa. Outros 13%, apesar de não disponibilizarem o documento nesse formato, expressaram seu interesse em implantar o modelo integrado.

O levantamento indicou ainda que os relatórios de sustentabilidade já fazem parte da realidade das companhias. Sua publicação ou de balanços sociais é realizada por 62% das empresas e 17% afirmaram que pretendem emiti-lo; já 21% responderam que não o fazem. Dentre as empresas que publica esse relatório, 79% seguem o padrão Global Reporting Initiative (GRI) e 17% adotam o modelo IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas).

“Os conceitos e princípios dos relatórios integrados auxiliarão em uma comunicação e interpretação mais efetivas dos direcionadores de valor da companhia. Diante disso, o Brasil já está preparado para contribuir para o processo de elaboração dos padrões dos relatórios integrados”, declarou Bruce Mescher, sócio-líder de Global IFRS and Offerings Services (GIOS) da Deloitte.
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Comunicação com stakeholders

A internet foi apontada como o meio mais utilizado e o mais eficiente entre as formas de comunicação dos RIs com o mercado. Os meios que apresentaram maior utilização pelas áreas de RI são: o site da companhia (64%), e-mails (62%), sites de notícias de mercado (29%) e redes sociais (26%).

Seguindo uma tendência mundial em relação à divulgação digital de informação, o relatório anual de 60% das empresas já pode ser visualizado nos formatos digital e impresso. Outros 37% das empresas pesquisadas utilizam unicamente o formato eletrônico e apenas 3% emitem o documento apenas no formato impresso. Das empresas participantes da amostra, 52% afirmaram ter custos superiores a R$ 500 mil por ano na produção de seus relatórios. Outras 26% investem até R$ 300 mil.

Ainda que a internet seja ferramenta relevante no processo de comunicação entre companhias e stakeholders, 87% dos respondentes informaram que realizam reuniões e eventos com analistas de investimentos, acionistas e investidores potenciais. Para 65%, o volume de reuniões e encontros não ultrapassa o total de 100 realizações por ano. Já 27% indicaram que realizam mais de 350 reuniões ao ano.

“O Brasil tem percorrido um caminho cada vez mais assertivo para a sofisticação destes relatórios. A adoção de normas internacionais de contabilidade (IFRS), a criação do Formulário de Referência e a ascensão dos relatórios de sustentabilidade são exemplos concretos de quanto o Brasil tem elevado o nível de transparência das companhias abertas nos últimos anos. Agora, estamos em um momento de reflexão a respeito de como ainda podemos melhorar a qualidade geral da informação”, concluiu Mescher.

Paula Craveiro
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Revista RI nº 165
Agosto/2012
Seção “IBRI Notícias”
Páginas 103 a 105

Por Paula Craveiro

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