Papo de elevador

Está prevista para o próximo ano a instalação de três elevadores no campus Centro, com capacidade para 20 passageiros, e outros dois, que comportam até 42 pessoas.

“Além dos elevadores que estão por vir, já podemos contar com o auxílio de outros dois, já em funcionamento. Com capacidade para 20 pessoas, eles vêm facilitando a locomoção de uma média de 650 usuários, entre professores, alunos e funcionários, a cada noite”, afirma Deise Marques Araújo, do Departamento de Assessoria de Obras e Projetos.

Todos os elevadores são equipados com sensores que abrem automaticamente as portas no andar mais próximo, em caso de emergência. Mesmo com esses novos benefícios, o objetivo é melhorar cada vez mais a segurança de seus alunos, além de aumentar seu conforto e bem-estar nas dependências da universidade.

Por Paula Craveiro e Otávio Simões
Jornal Mural – Universidade Anhembi Morumbi
27/novembro/2002 -ano 1, edição 11

Estudos científicos mostram como agem os sonhos

O censo comum diz que o sonho é apenas uma fantasia, uma ilusão. É um desejo, uma aspiração característica do ser humano. Já estudos científicos afirmam que ele é mais do que isso. Eles mostram que o sonho tem ligação tanto com nosso inconsciente quanto com nossa fisiologia.

Nosso sono é dividido em cinco partes, sendo quatro delas de sono não REM (“Rapid Eyes Moviments”, ou Movimentos Rápidos dos Olhos) e uma de sono REM. O sono REM é o estado do sono em que nossos sonhos são produzidos. Em um adulto jovem ele ocupa, em média, 24% do tempo de seu sono e geralmente ocorre mais próximo da manhã.

Segundo o psiquiatra Alberto Jorge Remesar-Lopez, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), “o sono não é regularmente distribuído durante a vida de uma pessoa. Os primeiros meses de vida é a fase na qual o sono REM é mais freqüente. Das 17 horas diárias que o bebê dorme, 8 delas são de sono REM. Já em adultos, cerca de 2 horas das 8 horas diárias de sono é composto por sono REM. Uma pessoa idosa dorme menos do que um adulto e, conseqüentemente, tem sono REM menor”.

Esses dados deixam claro que quanto mais velha e mais experiente é a pessoa, menor será sua necessidade de sonho e de sono REM. “O bebê, que está aprendendo suas primeiras lições, adquirindo seus primeiros conhecimentos e experiências, tem no sono REM um terço do seu dia. Ele precisa amadurecer física e psiquicamente. Sua mente tem que passar por profundas e constantes reorganizações, assim, sua necessidade de sonhar seria maior”, acrescenta o psiquiatra.

Nosso inconsciente também é responsável por parte do que sonhamos. Muitas circunstâncias vividas em nosso cotidiano acabam sendo refletidas em nossos sonhos. “Há um tempo, presenciei um atropelamento de uma criança. No dia seguinte, sonhei que estava sendo atropelada. Foi uma sensação estranha. Acordei assustada e tive medo de dormir novamente”” conta a estudante de Design de Embalagens, Marina Fernandez, 22 anos.

Casos como o de Marina tem uma explicação. Segundo a teoria de Sigmund Freud, pai da Psicanálise, o sonho é o inconsciente vivo. Essa teoria afirma que durante nossa vida, nosso subconsciente registra algumas situações, que podem ter origem em alguma experiência traumática, emocionante, em algum desejo ou sentimento reprimido. Por meio da nossa memória, nosso inconsciente atua, materializando-se durante o sono. Daí o motivo de sonharmos com situações já vividas. A partir dessa explicação de  Freud, a compreensão de “pesadelo” também se torna mais simples. Esse tipo de sonho é apenas um sonho ruim, baseado em alguma vivência.

Em nossa fisiologia, as mudanças são simples e momentâneas. Durante o sonho não REM, nosso corpo permanece inalterado, apenas em repouso. É no sono REM que essas mudanças ocorrem. A principal alteração é a rápida movimentação dos olhos, semelhantes ao ato de piscar. Nosso cérebro passa a produzir ondas cerebrais semelhantes a de uma pessoa acordada, nossa respiração e nosso ritmo cardíaco também são acelerados e irregulares. Até nossos movimentos motores são afetados, tornando-se inibidos.

ALGUMAS MUDANÇAS FISIOLÓGICAS CAUSADAS DURANTE O SONO REM

  • Inibição dos movimentos motores do corpo.
  • Respiração e ritmo cardíaco mais acelerados e irregulares.
  • Olhos movimentam-se rapidamente (piscam).

Por Paula Craveiro

 

Vacina contra hepatite A exige recall

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi constatada baixa capacidade de imunização em nove lotes da vacina contra a hepatite A, fabricados pelo Laboratório Merck Sharp & Dohme e distribuídos em 2001. A falha nas vacinas foi descoberta em dezembro e o laboratório já recolheu todas as unidades restantes. Os nove lotes, com aproximadamente um milhão de doses, foram distribuídos no Brasil, Estados Unidos, Irlanda, Alemanha, Inglaterra e França.

No Brasil, as 60 mil pessoas vacinadas devem procurar as clínicas de vacinação para receber uma nova dose. As vacinas que apresentaram problemas eram destinadas ao uso pediátrico, mas também poderiam ser aplicadas em adolescentes com até 17 anos.

O laboratório Merck Sharp & Dohme já realizou exames sorológicos em uma amostra de 25 pessoas que receberam as vacinas e, em todos os casos, elas estava imunizadas. Segundo Marcos Levy, diretor de Assuntos Corporativos do laboratório, “há casos em que uma dose com até seis unidades de antígenos é suficiente para garantir a imunização”.

A fabricante informou que arcará com as despesas hospitalares e clínicas, com novos exames ou aplicações de novas doses. O paciente poderá optar por fazer o teste sorológico ou tomar outra dose de vacina, que não é oferecida na rede pública de saúde. O laboratório também publicará anúncios em veículos de comunicação para que todos que tenham sido vacinados sejam informados.

Por Paula Craveiro

One Wild Night reúne os maiores sucessos de Bon Jovi

Depois de 17 anos de estrada, a banda norte-americana Bon Jovi lança seu primeiro álbum ao vivo, “One Wild Night Live: 1985-2001”, que reúne alguns dos maiores sucessos de sua carreira.

Previsto para chegar às lojas em 22 de maio, o álbum foi oficialmente lançado ontem, em São Paulo, em uma festa promovida pela gravadora Universal Music e marcada pela distribuição de brindes e singles com a nova música de trabalho da banda, “It´s My Life”.

O repertório, gravado durante shows realizados em diversos países, relembra canções do início da carreira de Jon Bon Jovi e seus companheiros. Entre elas, as famosas “You Give Love a Bad Name”, “Bad Medicine” e “One Wild Night”, faixa-título, gravada no último CD em estúdio, “Crush”, de 2000.

Segundo a gravadora, a turnê de divulgação do CD, batizada de “One Wild Night Tour”, que passará por países como Japão, Canadá e Alemanha, não inclui o Brasil.

Por Paula Craveiro – maio/2001

Manaus é algo de doença desconhecida

Os pesquisadores da Fundação de Medicina Tropical, de Manaus, no Estado do Amazonas, afirmaram hoje, 12 de maio, que aproximadamente 35 pessoas foram internadas com suspeita de uma espécie rara de pneumonia. O novo tipo de pneumonia, cuja causa ainda é desconhecida pelos cientistas, provoca febre, tosse e falta de ar, mas não coloca em risco a vida dos doentes.

O caso mais grave foi o de um garoto de 14 anos, que chegou a ser tratado na UTI da instituição, mas liberado dois dias depois. As possíveis causas da doença estão relacionadas à poluição do ar e à contaminação por alguma espécie de fungo.

Câmeras vão vigiar alunos em escolas

Com a intenção de reduzir a violência nas escolas públicas, a Secretaria de Educação de São Paulo pretende instalar, a partir do segundo semestre de 2001, câmeras e alarmes nas unidades que atendam a alunos de 5ª a 8ª série e Ensino Médio. “Apesar de estranha, a idéia é interessante, já que boa parte dos estudantes tem medo de ir a escola”, afirma a professora Ana Carolina Machado, de 34 anos.

Segundo levantamento realizado pela Secretaria, os casos de violência acontecem com mais freqüência  em escolas que atendem a jovens, sendo depredações ou invasão de prédios a maioria dos casos.

O sistema de segurança será mantido por empresas especializadas, que monitorarão as escolas. Em casos extremos, a polícia será acionada. Mesmo vendo a iniciativa com bons olhos, a professora questiona a eficácia da proposta. “Não adianta atacar os efeitos da violência sem cuidar das causas”, ela destaca.

Ana Carolina lembra que a violência pode se manifestar de diversas maneiras na escola, seja por brigas entre alunos ou agressões a professores. Para cada caso, é necessário adotar uma abordagem diferenciada. Um modo seria transformar o assunto em tema de discussão em sala de aula.

Por Paula Craveiro

Mudanças no Português

Falar a Língua Portuguesa corretamente já é complicado, e se depender do deputado Aldo Rebelo ficará ainda mais difícil. Ele é o criador do Projeto de Lei – promulgado em agosto de 2000 e que tramita no Congresso Nacional -, cujo objetivo é restringir o uso de expressões estrangeiras, principalmente em relações jurídicas, eventos públicos, na mídia e na publicidade de produtos e serviços.

O argumento usado é que o crescente emprego de palavras estrangeiras estaria desvalorizando e ofuscando a beleza de se falar português, e que a dominação de um povo sobre outro se dá pela imposição da língua.

O que diriam os Tupi-Guaranis, que habitavam a região que hoje é o Brasil, antes da chegada dos portugueses, ao ouvirem estes argumentos?

 DE QUEM É A CULPA?

A principal responsável por essa explosão de palavras “importadas” é a mídia, acompanhada pelo avanço da tecnologia, que globaliza expressões como “delete”(apagar), que se transformou no terror dos escritores.

Um dos lugares que mais utilizam termos em inglês é, sem dúvida, em uma redação, seja de jornal, revista, rádio ou televisão, em que se ouve apenas 50% de português, sendo os outros 50% uma “salada de palavras”.

EMPECILHOS

Em termos regionais, ficaria ainda mais difícil colocar essa lei em prática, pois se trata de um país enorme e com uma série de dialetos diferentes.

ARGUMENTOS CONTRÁRIOS

Para o professor John Robert Schmitz, que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas (Unicamp), “um idioma evolui quando entra em contato com outros,  só alguém que não entende nada sobre o assunto pode achar que é possível bloquear o intercâmbio”.

Segundo a professora de Língua Portuguesa e Redação, Sandra Raposo Tenório, “a língua é um fenômeno vivo e, por isso, passível de mudanças, que ocorrem de acordo com uma série de fatores, como a situação econômica de um país, mas a principal causa da importação de palavras é a carência de uma identidade cultural de um povo”.

Sandra aponta ainda a grande mistura de raças que acontece no Brasil como um fator positivo do intercâmbio de palavras entre as diferentes culturas, pois dá ao brasileiro a capacidade de entender e aplicar mais facilmente expressões de outros idiomas, o que não acontece com norte-americanos, argentinos, entre outros povos.

CONTRABANDO VERBAL
Tente encontrar palavras em português que fossem capazes de transmitir algumas das idéias abaixo. Você consegue?

  • Açougue (árabe)
  • Estopim (catalão)
  • Chá (chinês)
  • Crocodilo (egípcio)
  • Pandeiro (espanhol)
  • Burocracia (francês)
  • Calouro (grego moderno)
  • Berinjela (persa)
  • Sandália (turco)

Por Paula Craveiro e Otávio Simões

Criatividade transforma rebelião em espetáculo

Para a estudante de Jornalismo, Giuliana Moggia, 21, a rebelião ocorrida em todo o Estado de São Paulo teve como auxiliar a tecnologia, “que deveria estar a serviço do bem”. Ela afirmou ainda que, em grande parte, essa situação foi possibilitada pelo próprio Estado, pois o sistema penitenciário está completamente corroído. “Corrupção e falta de condições mínimas de subsistência são alguns dos fatores que depõe contra o sistema.”

Para o publicitário Marcionílio Aparecido Pereira, 35, a rebelião foi possibilitada pela força de uma das maiores organizações criminosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC). Contando com mais de R$ 50 milhões em caixa, o PCC comanda tanto de dentro quanto de fora dos presídios, tornando possível a aquisição de objetos como celulares, utilizados de forma estratégica neste motim. Pereira afirmou ainda que a grandiosidade da rebelião foi dada pela imprensa, que transformou as revoltas em um “espetáculo dominical”. “Tenho certeza de que se a mídia não tivesse dado tanta ênfase à rebelião do Carandiru, ela não teria passado de ‘mais uma rebelião’ em São Paulo.”

Por Paula Craveiro