Pinacoteca de São Paulo apresenta exposição com obras da Coleção Roger Wright

A Pinacoteca de São Paulo recebe a partir do dia 27 de agosto a exposição Vanguarda brasileira dos anos 1960 – Coleção Roger Wright, composta por 50 obras realizadas entre as décadas de 1960 e 1970 no Brasil pelos artistas mais representativos do período, como Wesley Duke Lee, Claudio Tozzi, Antonio Dias, Cildo Meireles, Nelson Leirner, Raymundo Colares, Rubens Gerchman, Carlos Zilio, entre outros.

A mostra celebra o comodato de 178 obras estabelecido em março de 2015 entre a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, a Pinacoteca e a Associação Cultural Goivos, responsável pela Coleção Roger Wright. Também dá continuidade à narrativa iniciada com a exposição Arte no Brasil: Uma história na Pinacoteca de São Paulo, em cartaz no segundo andar até o dia 12 de setembro de 2016 e que apresenta os desdobramentos da história da arte no Brasil do período colonial aos primeiros anos do modernismo em 1920.

SERVIÇO
Exposição Vanguarda brasileira dos anos 1960 – Coleção Roger Wright 
De: 27/08/2016 a 27/08/2019
Horário: quartas a segundas-feiras, das 10h às 17h30
Ingresso: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia entrada). Crianças até 10 anos e adultos com mais de 60 não pagam. Aos sábados, a entrada é gratuita a todos os visitantes.
Local: Pinacoteca do Estado de São Paulo
Endereço: Praça da Luz, 02
Informações: (11) 3324 1000

01Inserções em circuitos Ideológico – 1970 – Cildo Meireles
02
Relevo Espacial – Helio Oiticica
04
Trapézio ou uma Confissão – Wesley Duke Lee
03Caubói – 1976 – Geraldo de Barros

 

Exposição IN{nós}, do artista plástico Vinicius Parisi, abre ao público em 26 de agosto, em São Paulo

Entre os dias 26 de agosto e 26 de setembro, a Luis Maluf art gallery receberá a Exposição IN{nós}, do artista plástico paulistano Vinicius Parisi.

Para a mostra, Parisi usa a figura da mulher como meio para fruição, sugerindo ao público, por meio de suas pinturas, uma imersão ao universo interior que existe em cada um.

Em seu processo criativo, o resultado final é conseguido por meio de cortes, recortes, desenhos e intervenções digitais sobre uma imagem real, antes da sua execução final sobre o suporte (madeira). Suas ações recriam mulheres idealizadas e originadas de seu repertório imagético. Desta forma, elas saem do real para ocupar um lugar no imaginário coletivo e, ainda que suas personagens sejam fictícias deste ponto de vista, são verdadeiras pela perspectiva existencial e poética.

Sobre Vinicius Parisi – Artista plástico paulistano, graduado em Design de Produto. Iniciou seus trabalhos artísticos com pinturas em pranchas de surf, motivado pela afinidade com o esporte. Posteriormente, projetou-se no mercado a partir de exposições coletivas itinerantes em algumas faculdades de São Paulo. Em 2013, ingressou no mercado de moda, desenvolvendo ilustrações assinadas para uma conceituada marca internacional de surfwear. Atualmente, vem direcionando suas criações em quadros de madeira com uma linguagem contemporânea, interligando elementos geométricos ao figurativo, por meio de sobreposições translúcidas, utilizando técnicas mistas. Também está à frente do Estúdio 50, com a arquiteta Pedrinha Parisi.

Serviço
Exposição IN{nós}, de Vinicius Parisi
Curadoria de Francisco Rosa
Data: 26 de agosto a 26 de setembro de 2016
Horário: das 11h às 20h
Local: Luis Maluf art gallery
Endereço: Rua Peixoto Gomide, 1887 – Jardins – São Paulo/SP

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Mostra transforma obras de renomados artistas plásticos em grafite

Entre os dias 8 e 17 de novembro, a galeria Hoc Die Design (Rua Dr. Peixoto Gomide, 1887, Jardins, São Paulo), apresentará a mostra Desvi’Artda francesa Gasediel, onde a artista reinterpreta alguns conceituados quadros, como “A liberdade guiando o povo”, de Delacroix; “A moça do brinco de pérola”, de Vermeer; e “O almoço na grama”, de Manet.

Em suas versões, Gasediel propõe uma nova ordem para as telas, transportando personagens e elementos clássicos para uma atmosfera urbana, criando conexão destas com o universo do grafite, marca registrada de seu trabalho. Ao todo são dez obras, nas quais ela utiliza óleo, acrílico e spray. Continuar lendo

Contrapontos

Fotografias artísticas feias com caviar e diamante. Estranho? Talvez… Mas não para o excêntrico fotógrafo Vik Muniz, um dos nomes mais respeitados da arte contemporânea internacional.

Acostumado a utilizar materiais inusitados em suas criações, como chocolate, açúcar e poeira, em seu mais recente trabalho, “Divas e Monstros”, o artista homenageia o Cinema através de uma série de 12 imagens.

A mostra é formada por retratos de oito divas (as atrizes Grace Kelly, Catherine Deneuve, Liz Taylor, Romy Schneider, Sophia Loren, Mônica Vitti, Brigitte Bardot e a cantora lírica Maria Callas) e de quatro famosos monstros (Fantasma da Ópera, Frankenstein, Múmia e Conde Drácula).

As divas foram confeccionadas em diamantes brancos, remetendo à idéia de luxo e glamour, enquanto os monstro são compostos por caviar, de textura densa e negra, causando o sentimento de repulsa.

Com isso, Vik Muniz brinca com a oposição, a contradição: beleza x feiúra, luminosidade x escuridão, eternidade x perecibilidade.

A efemeridade do caviar é uma metáfora para a morte e a vulnerabilidade que se contrapõe às imagens construídas em pedras consideradas “eternas”, remontando ao conceito de divindade atribuído às estrelas de Hollywood.

As fotografias, em exposição até 24 de abril no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, provocam desorientação visual e impossibilitam que se veja a imagem (fotografia) e seu conteúdo (a “idéia) simultaneamente, como forma de aplacar as diferenças entre o mundo real (das pessoas representadas) e imaginário (das divas e monstros cinematográficos).

Por Paula Craveiro (Lisa Simpson)
Babel Cultural – 19/04/2005 – ano 1 – nº 2

Abstrações em cores

A linguagem visual foi uma das primeiras formas de expressão desenvolvida pelo ser humano, precedendo até mesmo a escrita. Quando o homem pré-histórico começou a pintar imagens na parede, como as de Altamira (Espanha) e Lascaux (França), passou a se diferenciar do restante do mundo animal.

Mas, ao contrário do que comumente se pensa, essa faculdade não tem a missão exclusiva de representar o que se passa ao redor. Nem todas as pinturas, bem como as esculturas e afins, retratam seres ou situações reais.

Esse é o caso de Tomie Ohtake, 91 anos, considerada a “dama das artes plásticas brasileiras”. Em uma tela de sete metros de comprimento, um fundo esbranquiçado é sobreposto por dois círculos vermelhos que, aos olhos dos desavisados, soaria como uma referência à bandeira do Japão, terra-natal da artista. Mas não é esse o objetivo.

A autora dessa e de outras seis pinturas atualmente em exposição na galeria Nara Roesler, sob o título “A Colheita da Cor”, reafirma o caráter abstracionista de sua arte. Produzidas este ano, possuem grandes dimensões, sempre em acrílica, revelando figuras simples. Elas trazem desenhos que variam entre o geométrico e o orgânico, onde a linha delimita a existência simultânea de duas ou três cores diferentes ou múltiplas tonalidades da mesma cor.

Em algumas pinturas, a sobreposição de várias camadas de tinta em pinceladas curtas cria vibrações que ficam mais perceptíveis à medida que o visitante se aproxima das obras.

Além das telas, Tomie Ohtake apresenta ainda uma série de gravuras em metal, que trazem da pintura a mesma abstração dedicada à relação entre forma e cor. Entretanto, a artista inova no formato. Todas as peças têm 2,20m x 0,30m e estão dispostas em suportes de acrílico, que formam ângulos de 90 graus.

“A Colheita da Cor” representa o retorno da nipo-brasileira Tomie Ohtake às galerias, depois de quase duas décadas expondo apenas em museus e centros culturais.

Por Paula Craveiro (Lisa Simpson)
Babel Cultural – 12/04/2005 – ano 1 – nº 1