Gestão da Armacell conta com respaldo do Sistema de Gestão da ABC71

Com o objetivo de aprimorar a gestão e garantir a confiabilidade de suas informações, a Armacell, fabricante de isolamento térmico e acústico em espuma elastomérica, líder mundial na fabricação de isolamento térmico flexível e atuante no mercado brasileiro desde 1995, conta com o respaldo doERP Omega, desenvolvido pela ABC71.

Segundo Alexandre Sousa, gerente financeiro da Armacell Brasil, a empresa implantou o sistema da ABC71 tendo em vista sua necessidade de aprimorar o gerenciamento de suas operações e de seus dados internos e de seus clientes, ampliando, assim, o controle total de seus processos e garantindo a segurança e a qualidade dos serviços prestados.

“A partir da implantação do ERP Omega da ABC71, obtivemos excelentes resultados quanto à gestão dos dados, que passaram a ser centralizados em sistema único, o que conferiu mais confiabilidade às informações cadastradas, facilitou a geração de reports gerenciais e auxiliou na economia de tempo e de recursos”, declara Sousa.

O executivo destaca ainda, como pontos fortes da parceria entre Armacell e ABC71, que “a clareza e a objetividade das informações prestadas geraram ótimo relacionamento com a ABC71, bem como o atendimento sempre preciso e ágil de seus profissionais, seja para solucionar dúvidas ou eventuais dificuldades”.

Case – ABC71 – 2016
Por Paula Craveiro

Conpressione adota sistema de gestão da ABC71

Em linha com as necessidades do mercado, a Conpressione, empresa de engenharia com ênfase em segurança do trabalho, conta com o apoio do sistema de gestão da ABC71, que auxilia a companhia no gerenciamento de suas rotinas e na obtenção dos melhores resultados.

Com o objetivo de agilizar e padronizar seus processos administrativos, bem como qualificar suas informações internas e de seus clientes, a empresa adotou o ERP Pronto da ABC71 – Sistemas de Gestão.

“Inicialmente, nosso controle era realizado por meio dos aplicativos Excel e Word, porém, para cada novo processo administrativo, era necessária a reinserção de informações, o que causava retrabalho e gerava lentidão na operação, além de desencontro de dados, uma vez que estes eram incluídos por diversos colaboradores”, explica André Mello, gerente administrativo da Conpressione.

Com vistas ao aperfeiçoamento de processos, a solução proposta pela ABC71 foi um sistema de gestão capaz de controlar as calibrações que são feitas nas empresas clientes.

O processo de implantação levou 60 dias para ser concluído e, segundo Mello, desde então, os principais benefícios notados foram: reutilização dos dados durante os processos, sem que houvesse a necessidade de reinserção de informações; agilidade administrativa; qualificação das informações utilizadas; rastreabilidade das inclusões de dados, ou seja, possibilidade de identificar qual usuário inseriu determinado dado no sistema, o que não era possível em uma planilha comum; e melhoria dos relatórios e dos controles.

Metrologia

Do ponto de vista da Metrologia, aspecto essencial para a realização do trabalho desenvolvido pela Conpressione, o ERP da ABC71 possibilitou a padronização dos campos necessários para a elaboração de relatórios para os clientes. Todos os campos foram alinhados ao laudo oficial da companhia, conferindo mais segurança nas informações prestadas aos clientes.

“A metrologia apresentava-se como um grande desafio. Somos uma empresa de prestação de serviço especializado de engenharia em segurança do trabalho, portanto, nossos engenheiros estão diariamente em nossos clientes. Esses profissionais costumavam enviar seus relatórios via e-mail e em formulário em Word, porém os relatos chegavam aos responsáveis pela emissão dos laudos com grandes desencontros de informações e sem padronização, muitas vezes faltando dados ou com informações adicionais que nem sempre eram relevantes”, explica André Mello.

A partir da implantação do módulo Metrologia da ABC71 foi possível parametrizar o sistema de modo que algumas informações passaram a ser obrigatórias. Também foram disponibilizados campos adicionais, sempre que necessários, de maneira a comportar as informações adicionais que os engenheiros julgavam relevantes no relatório.

Implantação de software de gestão visa à economia de recursos

Períodos de recessão como o que estamos atravessando no Brasil são bastante desafiadores e requerem criatividade e soluções arrojadas, capazes de aumentar a eficiência dentro das empresas.

Independentemente de porte ou de área de atuação, as empresas precisam estar sempre atentas ao seu fluxo de recursos, de modo a minimizar esforços e trabalhos repetitivos, que muitas vezes causam grandes desperdícios de tempo e de dinheiro. Contando com o suporte das melhores práticas de gestão, a empresa ganha em controle e em informação. Pequenos ajustes no gerenciamento da companhia, aliados a um software de gestão, podem se traduzir em economia financeira.

“Sem um ERP (Enterprise Resource Planning), uma empresa não tem informação suficiente e adequada de seus custos e de seu fluxo de caixa, além de correr riscos fiscais e tributários por incorreções. Com o ERP, os processos passam a ser racionalizados e a informação é automatizada para a tomada de decisão no tempo necessário”, explica Julio Bertolini Filho, diretor da ABC71 – Sistema de Gestão.

Um software de gestão deve englobar todos os departamentos de uma empresa e cada módulo deve ser disposto como uma camada. O objetivo é automatizar os processos de cada setor com uma visão integrada dos demais. “O ERP evita o retrabalho e a redigitação de informações entre os departamentos. Se a empresa fez um pedido de venda, ela o envia para o cliente aprovar. Em seguida, é preciso faturar. Todas as informações que já foram colocadas no pedido são automaticamente levadas para a nota fiscal. Com a nota fiscal, o sistema gera o título em contas a receber e as informações fiscais e contábeis, com a dedução do produto do estoque. Ao término da transação da emissão da nota fiscal, todos os processos consecutivos são automáticos”, detalha o executivo.

Quando a empresa não dispõe de um software de gestão, ela corre o risco de ter dissociados os processos que acabam sendo feitos manualmente pelo Financeiro, Fiscal, Contabilidade e Estoque. O processo manual gera mais tempo de trabalho e erros são comuns.

Por Paula Craveiro

Crise, corrupção e a necessidade de atitudes éticas na condução dos negócios

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Deltan Dallagnol

Como seria o mundo se você não existisse? Um lugar melhor ou um lugar pior? Com estes dois questionamentos, Deltan Dallagnol, procurador da República e coordenador da Força-Tarefa da operação Lava Jato em Curitiba (PR), iniciou sua palestra no segundo dia do 18º Encontro Nacional de RI e Mercado de Capitais. “Falar sobre ética nos negócios é falar sobre como seriam as coisas se você ou eu não existíssemos. Se vocês não existissem, também não existiriam profissionais responsáveis por uma atividade econômica que gera milhares, quiçá milhões, de empregos no Brasil”.

Para o procurador, ética e lucro nos negócios não são itens excludentes. Ao contrário, ambos podem muito bem convergir, desde que sejam respeitados limites éticos para a obtenção desse lucro. “Existe uma clara relação entre índices de corrupção × índices de desenvolvimento humano (IDH) e social. Os países com menos corrupção são aqueles que apresentam os melhores índices de saúde, educação e renda per capita. Isso significa que quanto menos corrupção houver, melhores serão as condições econômicas do país”, destacou Dallagnol.

Quando se relaciona corrupção × competitividade das empresas de um determinado país no cenário global, quanto menos corrupto ele é, mais competitivas serão as suas empresas no cenário global. Isso é claro, porque a corrupção incrementa os riscos, gerando um componente de imprevisibilidade. Ninguém sabe o quanto vai se perder se aquela empresa em que se investe estiver potencialmente relacionada à corrupção. “Quem hoje em dia investiria, em sã consciência, em uma das maiores empresas de construção civil do país? Ninguém, não é? Isso mostra o quanto é importante que se debata a questão da ética, porque o problema de corrupção em determinadas empresas do setor acaba afetando não apenas elas próprias, mas também as empresas corretas que estão naquele mesmo setor”, pontuou o procurador.

Protagonismo

Para o coordenador da Força-Tarefa da Lava-Jato, o que causa problemas na economia é a corrupção, o que reforça a relação corrupção × desenvolvimento econômico e social. “É comum ouvirmos pessoas dizendo que gostariam de sair do Brasil, como forma de tentar escapar da crise econômica e moral que o país enfrenta. Mas não adianta se iludir: ainda que a pessoa saia do Brasil, o Brasil não sairá de dentro dela”.

Seja morando fora ou dentro do Brasil, o que todos querem é um país melhor e que respeite os direitos da sociedade, no qual não existam buracos da corrupção pelos quais escorre o dinheiro que deveria ser destinado à saúde, à educação, aos investimentos em infraestrutura ou aos investimentos produtivos. “Todos queremos viver em um país em que o sistema político gere representatividade. Nós estamos cansados de ouvir que quem está em Brasília não nos representa. Ao mesmo tempo, paradoxalmente, nós ficamos estáticos, esperando heróis que nos salvem, enquanto nos colocamos como vítimas da história”, asseverou o procurador. “Precisamos deixar de ser vítimas do nosso passado para sermos autores da nossa história, senhores do nosso destino. Se queremos uma sociedade melhor, precisamos de um país mais ético. Acredito que o Brasil tenha, sim, saída, e que ela não é pela porta do aeroporto”.

Apagão ético

No tocante à ética, a situação dos brasileiros não é das melhores. Vivemos aquilo que se chama de “apagão ético”.

Dallagnol citou dados de uma pesquisa do Ibope sobre o perfil ético dos profissionais das corporações brasileiras, que apontou que 61% das pessoas consideram, sob determinadas circunstâncias, usar atalhos antiéticos ou ilícitos, enquanto 52% dos entrevisados revelaram permissividade com suborno, ou seja, que aceitariam receber suborno como funcionário da empresa a depender da situação.

Agora, não relacionado ao campo empresarial, mas seguindo para um contexto maior, essa mesma pesquisa mostrou um paradoxo da opinião pública no tocante à corrupção e à ética. O estudo concluiu que o eleitorado sistematicamente indica repúdio aos atos ilícitos atribuídos à classe política brasileira, mas se enxerga razoavelmente honesto ao mesmo em que pratica ou aceita uma diversidade de transgressões da lei no seu cotidiano.

“O fato social sobre o qual essa pesquisa se debruçou pode ser retratado em situações do cotidiano, como uma pessoa que estaciona em local errado, alguém que é pego dirigindo embriagado, uma ligação clandestina de internet ou de TV a cabo, desvio de energia elétrica, compra CDs e DVDs piratas, entre outras atitudes ilegais, e que se senta diante da televisão para assistir ao telejornal e questiona ‘de onde sai tanto político safado?’. O lugar de onde vem os candidatos a políticos é o mesmo lugar de onde vem os candidatos a juízes, a procuradores da República, os empresários. O que existe, na realidade, é um sistema político que favorece a corrupção, pois estimula comportamentos desviados. Há ainda um problema maior, de uma cultura mais ampla e tolerante com a corrupção”, ressaltou o procurador.

Voltando aos dados da pesquisa do Ibope, quando perguntados se conhece alguém que tenha fingido doença para não trabalhar, 50% respondeu positivamente; 34% das pessoas conhecem alguém que sonegou tributos; 26% conhecem quem furtou em supermercado; 22% conhecem alguém que obteve benefício indevido do governo; 24% conhecem quem fraudou o seguro-saúde; 19% conhecem quem fraudou o seguro de automóvel; 41% dos entrevistados votariam em alguém em troca de emprego; 38% votariam em alguém em troca de favor; e 75% fazem ou fariam 1 de 13 atos de corrupção listados na pesquisa.

Ranking ético

Com base nos dados da ONG Transparência Internacional, o Brasil não é um bom país no tocante à corrupção, ocupando atualmente a 76ª posição no ranking. “A nossa nota é 38, quando a nota mínima aceitável é 5 – estamos no vermelho no combate à corrupção e na busca pela ética e pela honestidade”, disparou Deltan Dallagnol.

Embora esse ranking diga respeito à corrupção governamental, esta e ética nos negócios são duas faces da mesma moeda, uma vez na corrupção tem quem receba, mas também tem que pague. “Nós não podemos esquecer que a corrupção no Brasil não é um problema partidário nem desse ou daquele governo; ela vem desde longa data”, ele garantiu.

Segundo estudiosos, apenas na década de 1990 foram registrados 88 escândalos de corrupção apenas na área federal. Foi nessa década que surgiu, por exemplo, o escândalo dos “anões do orçamento”, em que o então deputado João Alves justificou seu vasto patrimônio alegando ter sido premiado pela loteria mais de cem vezes. Recentemente, outro político afirmou ter ganhado na loteria 14 vezes em 12 meses.

Para concluir a análise sobre o apagão ético, o coordenador da Força-Tarefa da Lava-Jato comentou brevemente o caso da Petrobras. “O que nós descobrimos foi que empresários pagavam propina para agentes públicos e agentes políticos. Intermediando esses pagamentos, haviam lavadores de dinheiro profissionais, como Alberto Yousseff. Essas pessoas cuidavam da lavagem e faziam com que o dinheiro, de uma ponta, destinada à propina, chegasse à outra ponta com aparência de dinheiro limpo. Do lado das empresas, identificamos que várias delas adotaram a corrupção como modelo de negócio. Uma dessas empresas investigada chegou a ter dentro dela um setor específico para gerenciar o pagamento de propina. Mais do que isso, as empresas passaram a implementar a corrupção como regra do jogo, chegando-se ao ponto de sequer se saber porque estavam pagando, pois não se tinha em vista um benefício concreto. Esse dinheiro funcionava como um tipo de crédito político”, comentou.

Um fator interessante destacado foi o fato de a corrupção ir ainda mais além. “Os americanos usam a expressão slippery slope (ladeira escorregadia) para explicar casos em que quem ultrapassa o limite da ética para corromper agentes externos em benefício da empresa, também vai corromper em malefício da empresa”, afirmou Dallagnol.

O que a Força-Tarefa identificou no caso da Petrobras foi que diversos executivos e funcionários recebiam parte da propina paga de volta. Ou seja, mesmo pagando a propina em benefício da empresa, havia uma maximização do valor para que alguém pudesse receber a diferença de volta.

“Como explicar tudo isso? Não existe uma explicação única, mas certamente existem alguns fatores que contribuem muito com essa realidade, como a existência de uma cultura de ética de conveniência e uma política falha, com uma série de desincentivos a práticas honestas e estímulo a práticas corruptas. Se o foco está no resultado, serão feitos quaisquer negócios para se alcançar o objetivo, seja licito ou ilícito, desde que seja em benefício daquele que está agindo, ainda que seja em prejuízo de toda a sociedade”, afirmou Dallagnol.

Parâmetro ético

Somente se pode dizer que algo é belo ou feio, certo ou errado, moral ou imoral, se há um referencial que possibilite tal julgamento. O problema, segundo o procurador, é que vivemos em um período de relativização de princípios e valores e de quebra de paradigmas ou referenciais éticos.

Dallagnol afirmou que, em sua vida, ele adota a teoria de Kant, de cunho humanista, que diz que se você não puder contar o que você fez e como você fez porque ficaria com vergonha, isso está errado. “Mas, independentemente da teoria que se adote, é preciso que as discussões sobre ética e moral sejam aprofundadas e, a partir daí, seguir um caminho que não seja da ética da conveniência”, ele ressaltou.

O procurador Deltan Dallagnol fez uma ressalva quanto à racionalização, que é revestir uma ação incorreta com uma capa de boa justificativa. “Você racionaliza quando busca se justificar quanto a sua conduta. Um exemplo simples é um cônjuge dizer ao outro que não quer que ele coma uma sobremesa sob a alegação de que doce em excesso faz mal à saúde, quando, na realidade, sua ação visa manter o parceiro dentro de um padrão estético aceito pela sociedade”, ele explicou, e citou dois casos observados durante as investigações da força-tarefa.

Na Lava-Jato foram identificados diversos exemplos de racionalização. “Havia um executivo que conversaria conosco, explicando o que fez, o que aconteceu, mas ele se recusava a falar que pagou propina a um funcionário público. Segundo ele, o pagamento efetuado era uma ‘comissão’ merecida pelo funcionário em razão de algo que ele fez. Outros empresários se recusavam a utilizar a palavra cartel; falavam que o que existia era um ‘pacto de não agressão’”, mencionou o coordenador da força-tarefa.

Lava-Jato

Deltan Dallagnol afirmou que a operação Lava-Jato não tem o poder de acabar com a corrupção no país, como muitas pessoas creem ou, ao menos, desejam. “A função da operação é tratar um tumor que apareceu no país. O problema é que enquanto estamos cuidando de um, vários outros tumores estão surgindo. No caso do Mensalão, por exemplo, muitos acreditavam que ele seria uma virada de página do país, mas não foi. Quando o Mensalão estava sendo processado, vários outros escândalos, inclusive a Lava-Jato, estavam acontecendo e outros ainda não haviam sido descobertos”, lembrou o procurador.

Segundo ele, se nós queremos mudar a realidade, podemos usar a Lava-Jato como forma de aumentar da esperança, como uma alavanca, mas precisamos mudar as condições que favorecem a corrupção em nosso país. “A Lava-Jato representa um momento de força institucional, a força da nossa democracia, demonstrando que nossas instituições são fortes. Agora se nós queremos que nossa democracia melhore, precisamos de representatividade política e de reformas”.

Dallagnol ressaltou que são necessárias reformas mais profundas para reduzir os estímulos à corrupção e citou a importância de aprovar a proposta que reúne as dez medidas contra a corrupção elaboradas pelo Ministério Público Federal (MPF) e que foram enviadas ao Congresso Nacional com o apoio de 2,2 milhões de assinaturas. “Muitos parlamentares se movimentaram para que esse projeto tramite de modo célere e seja aprovado. Foi criada uma frente parlamentar, para aprovação das medidas, com mais de 200 parlamentares. Nossa convicção é de que esse projeto vai caminhar e, com a apoio da sociedade, será aprovado”, disse. Entre as medidas propostas está o aumento de penas para crimes relacionados com a corrupção e a criminalização das doações não declaradas em campanhas eleitorais.

por Paula Craveiro
29/06/2016