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Este blog foi criado para fins profissionais.

Aqui, publicarei de press releases de clientes a matérias e entrevistas que realizei ao longo de minha carreira.

Nas abas Download - Entrevistas - Matérias - Releases serão disponibilizados, em breve, todo o material produzido, organizado por ordem de publicação.

Mais do que um meio de matar a sede, a melhor maneira para manter seu organismo sempre em funcionamento

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A água é uma substância composta por dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio (H2O). Entretanto, apesar de não conter nenhuma caloria ou outros nutrientes, sem ela, em apenas poucos dias, nosso corpo pararia de funcionar.

“A água constitui aproximadamente 60% do peso de uma pessoa e está distribuída no sangue, tecidos e outros fluidos corporais, além de estar diretamente envolvida em todas as funções vitais do organismo. Ela é essencial para que ocorram as reações metabólicas, transporte de nutrientes, proteção de tecidos, lubrificação das articulações e manutenção da temperatura do corpo”, afirma a nutricionista Claudia Ridel Juzwiak, colaboradora do Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região (CRN-3).

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Cuidados

A água, conforme explica a nutricionista, pode ser facilmente contaminada por microorganismos, parasitas e outros elementos, como metais pesados e inseticidas. Portanto, medidas preventivas devem ser tomadas para a preservação das reservas de água. “Em casa, a filtragem e/ou fervura garante a eliminação dos microorganismos”, sugere Claudia Ridel.

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Quantidades indicadas

A necessidade de água de cada indivíduo varia com sua idade, sexo, temperatura e umidade do ambiente, nível de atividade física, entre outros fatores. “Crianças e idosos costumam ter mais facilidade para se desidratarem. A atual recomendação para mulheres adultas é de 2,7 litros de líquido por dia, incluindo água, outras bebidas e água contido nos alimentos. Já para os homens a recomendação é de 3,7 litros”, afirma a nutricionista.

Em geral, sugere-se que a ingestão de água seja, em média, de 6 a 8 copos (cerca de 2 litros) por dia. Já para um atleta, sua necessidade pode triplicar. “É preciso ajustar o consumo de água quando está calor, em casos de febre ou outras doenças, durante a gravidez e quando se exercita”, destaca.

Além da água, outros alimentos contribuem com os líquidos totais do dia, principalmente frutas, legumes e verduras. “Some todos os tipos de líquido consumidos no dia para alcançar a recomendação”.

Indivíduos que consomem bebida alcoólica ou muito café podem ter uma perda de líquidos maior, pois estas bebidas são diuréticas (compostos que levam a excreção de água).

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Como garantir a hidratação

A nutricionista Claudia Ridel Juzwiak dá algumas dicas de como garantir a hidratação adequada:

  • Crie o hábito de beber água durante o dia. Leve uma garrafinha na bolsa e procure consumir água entre os intervalos das refeições;
  • Qualquer tipo de bebida contribui para o total ingerido no dia: chá, água de coco, sucos… Lembre-se que, diferentemente da água, algumas dessas bebidas apresentam calorias que devem ser consideradas;
  • Além de tomar água, a inclusão de alimentos como sopas, hortaliças e frutas, também colabora para o aumento da quantidade de líquidos presentes. Algumas frutas como a melancia, laranja, melão, são riquíssimas em água;
  • Bebidas alcoólicas não contribuem para a hidratação. Ao contrário, o álcool inibe a produção de um hormônio, o que estimula a diurese e causa maior perda de líquido pela urina;
  • Em dias mais quentes e muito úmidos, preste mais atenção à ingestão de líquidos;
  • Crianças e idosos devem ter maior preocupação para não desidratar;
  • Na prática de atividades físicas, consuma água antes, durante e após os exercícios, pois a perda de líquidos por meio do suor pode ser muito grande;
  • A ingestão de água contribui para o bom funcionamento intestinal;
  • Habitue-se a beber água antes de sentir sede intensa.

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Paula Craveiro
Assessora de Imprensa
Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região (CRN-3)

(*) Claudia Ridel Juzwiak é nutricionista, colaboradora da Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região (CRN-3), doutora em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e atualmente é professora assistente da Universidade Católica de Santos.

Nas últimas décadas, mudanças no estilo de vida e no hábito alimentar da população brasileira repercutiram no peso corporal, aumentando a prevalência de obesidade, inclusive no grupo de crianças e adolescentes.

“A obesidade na infância está associada ao maior risco de desenvolvimento precocemente de doenças crônicas não transmissíveis, como dislipidemias, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e problemas ortopédicos”, afirma a nutricionista Rose Vega Patin, colaboradora do Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região (CRN-3). “Estudos também apontam que crianças e adolescentes obesos têm maior risco de se manterem obesos na vida adulta. Assim, é essencial prevenir a obesidade já na infância”.

Um dos fatores determinantes da obesidade infantil é a presença de hábitos e comportamentos alimentares inadequados.

A obesidade pode ser desencadeada já no primeiro ano de vida da criança, principalmente se esta tiver contato precoce com outros alimentos que não o leite materno ou se a introdução da alimentação complementar ocorrer de modo inadequado. “Para prevenir a obesidade, deve-se promover sempre a manutenção do aleitamento materno, evitando complementar com leite de vaca, fórmulas infantis ou introdução precoce de outros alimentos. Durante a fase de introdução da alimentação complementar, por volta do sexto mês, a criança está vulnerável a vários erros alimentares. Cuidados especiais são necessários para se oferecer alimentos na consistência e qualidade apropriadas para a idade”, explica a nutricionista.

A quantidade de alimentos oferecida na infância também pode ser determinante para o excesso de peso, com a oferta de alimentos de alta densidade energética, muitas vezes superior ao gasto energético.

Outro momento crítico é a alimentação realizada em ambiente escolar. “Famílias e escolas despreparadas expõem crianças e adolescentes a vários alimentos ricos em açúcar, gordura e sal, contribuindo para o excesso de peso”, adverte Rose Patin.

Os erros alimentares encontrados nas crianças obesas repercutirão diretamente no consumo energético diário. “Dentre esses comportamentos, pode-se destacar alguns mais frequentes como: horários irregulares (longos intervalos entre as refeições ou vários beliscos durante o dia), repetição de refeições ou alimentos, mastigação pouco eficiente e rápida durante as refeições, qualidade e quantidade inadequada de alimentos levando ao desequilíbrio entre os macronutrientes e déficit dos micronutrientes”, esclarece a nutricionista.

O nutricionista especializado em nutrição infantil poderá contribuir muito para a prevenção/tratamento da obesidade, principalmente se a criança já apresentar excesso de peso ou erros alimentares.

A família deve participar intensamente durante o tratamento nutricional, colaborando na escolha e preparo dos alimentos consumidos dentro ou fora de casa, auxiliando no porcionamento dos pratos ou controle de quantidades nas refeições.

“Esse processo deve estimular mudanças no hábito e comportamento alimentar de maneira lenta e gradativa. Deve-se enfatizar que a criança e o adolescente têm grande responsabilidade no processo e que, para sua eficácia, é necessário contar com determinação, paciência, disciplina e mudanças no comportamento e nos conceitos relacionados à alimentação”, afirma Rose.

Os resultados esperados, manutenção e redução gradativa de peso (respectivamente para crianças e adolescentes pós-púberes), mudanças do hábito e comportamento alimentar, ocorrem a médio e longo prazo. “No entanto, quando se associa ao atendimento individual os grupos de educação nutricional, os resultados podem ser observados mais precocemente”, conclui Rose Patin.

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Paula Craveiro
Assessora de Imprensa
Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região (CRN-3)

(*) Dra. Rose Vega Patin (CRN-3: 5080) – Nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo. É especialista em Nutrição Materno-Infantil, mestre em Ciências Aplicadas à Pediatria – área nutrição – e doutoranda em Ciências, todos pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Também é colaboradora da Comissão de Comunicação do Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região (CRN-3).

Nos próximos dias 8 e 9 de novembro, o Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região (CRN-3) inaugurará duas novas delegacia regional nas cidades de São José dos Campos e Ribeirão Preto, respectivamente. Essas serão a quinta e sexta regionais, de um total de sete, que o CRN-3 implantará entre os meses de outubro e novembro.

Com essa ação, o Conselho pretende ampliar suas atividades ao interior do Estado de São Paulo, possibilitando que nutricionistas e técnicos em nutrição e dietética inscritos tenham acesso mais rápido e eficiente aos serviços oferecidos pela entidade, além de facilitar o contato entre ambos e descentralizar o atendimento que, até o momento, era prestado unicamente na sede do CRN-3, em São Paulo.

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Endereços e coquetel de inauguração

Em São José dos Campos, a cerimônia de inauguração ocorrerá no Shelton Inn Hotel (Av. Dr. João Guilhermino, 287), às 19h30. A nova delegacia localiza-se na Av. Dr. João Guilhermino, 261 (Edifício Metropolitan Offices), sala 95, no Centro, e o telefone de contato é (12) 3941-9641. O nutricionista fiscal responsável pela regional é o dr. Odisael Vieira de Siqueira.

No município de Ribeirão Preto, a nova delegacia situa-se à Rua Visconde de Inhaúma, 490 (Edifício Padre Euclides), conjunto 1206, no Centro, e o telefone de contato é (16) 3635-3055. A nutricionista fiscal responsável pela regional é a dra. Ligia Mara Ivanov. O coquetel de inauguração será realizado no Hotel Araucária Plaza (Rua João Penteado, 2103 – Jardim das Américas), às 19h30.

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Outras delegacias

Até o momento, já foram implantadas quatro delegacias: Campinas e Presidente Prudente (ambas em 19 de outubro), Bauru (25 de outubro) e São José do Rio Preto (26 de outubro).

Para novembro, além das duas delegacias que serão implantadas esta semana, está prevista ainda a inauguração da regional de Santos, no dia 23.

O CRN-3 conta ainda com uma delegacia regional em Campo Grande (MS), inaugurada em dezembro de 2006.

Para mais informações ou cobertura das inaugurações, por favor, entre em contato.

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Paula Craveiro
Assessora de Imprensa
Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região

No próximo dia 8 de novembro, o Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região (CRN-3) inaugura sua delegacia regional na cidade de São José dos Campos. Essa será uma das sete novas regionais que o CRN-3 implantará entre os meses de outubro e novembro.

Com essa ação, o Conselho ampliará suas atividades ao interior do Estado de São Paulo, e possibilitará aos nutricionistas e técnicos em nutrição e dietética inscritos ter acesso mais rápido e eficiente aos serviços e atendimentos prestados pela entidade, além de facilitar o contato entre ambos.

A cerimônia de inauguração ocorrerá no Shelton Inn Hotel (Av. Dr. João Guilhermino, 287), às 19h30, e contará com a presença de membros da Prefeitura e Secretaria de Saúde do município.

A nova delegacia situa-se na Av. Dr. João Guilhermino, 261 (Edifício Metropolitan Offices), sala 95, no Centro, e o telefone de contato é (12) 3941-9641. O nutricionista fiscal responsável pela regional é o dr. Odisael Vieira de Siqueira.

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Outras delegacias

Até o momento, já foram implantadas quatro delegacias: Campinas e Presidente Prudente (ambas em 19/10), Bauru (25/10) e São José do Rio Preto (26/10).

Para novembro, estão previstas, além de São José dos Campos, as inaugurações das regionais de Ribeirão Preto (9) e Santos (23).

O CRN-3 conta também com uma delegacia regional em Campo Grande (MS), inaugurada em dezembro de 2006.

Para mais informações, visitas ou cobertura da inauguração, entre em contato.

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Paula Craveiro
Assessoria de Imprensa – CRN-3
Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região (CRN-3)

Dra. Maria Luiza Santomauro Vaz*

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O intenso processo de transformação sofrido pela sociedade brasileira nas últimas décadas tem refletido no padrão de consumo alimentar. Tanto por questões de novos hábitos sociais, quanto por uma preeminente necessidade de acompanhar a indiscutível inserção da mulher no mercado de trabalho, impõem-se o comportamento habitual do consumo de refeições fora do lar. O “comer fora” diariamente passou a ser uma necessidade. Com isso, obviamente o mercado de alimentação obriga-se a evoluir junto com a sociedade. Os restaurantes comerciais integram, de forma circunstancial, as empresas do segmento de alimentação, que precisam criar diferenciais competitivos, aliando qualidade dos produtos e serviços oferecidos às novas tendências e práticas alimentares de seus clientes, cada vez mais exigentes.

Os restaurantes comerciais possuem “figuras” mais do que conhecidas, como o gerente, o maître, garçom e chef, porém, o nutricionista ainda não é um profissional normalmente associado às inúmeras tarefas que fazem parte da rotina desses estabelecimentos. Tantas são as atividades desse profissional junto aos restaurantes comerciais, que seria ingenuidade relacioná-lo apenas a atribuições que envolvem o cumprimento de legislações higiênico-sanitárias. Sem dúvida, é de fundamental importância a implantação de boas práticas de manipulação, por meio de capacitação de toda a equipe (não esquecendo em hipótese alguma, do pessoal de salão – maître, garçom, cumim, barman, hostess), além de visitas técnicas a fornecedores, com a participação efetiva no processo de compras, recebimento e armazenamento da matéria-prima. A elaboração do manual de boas práticas e os procedimentos operacionais padronizados (POPs) devem servir efetivamente como diretrizes a toda a equipe e não só para atender às visitas fiscais. Ressalto que o manual de boas práticas, quando bem elaborado, transforma-se em uma ferramenta bastante útil à otimização e racionalização do trabalho, principalmente em um segmento em que a rotatividade de colaboradores ainda é alta.

Um nutricionista – bem preparado – deve contribuir para a permanência desses estabelecimentos no mercado, daí, o grande diferencial. Para se conquistar a liderança desse setor, é imprescindível que o profissional conheça as técnicas dietéticas, método de cocção, as características sensoriais dos diversos grupos de alimentos e dessa forma, contribua para a oferta de preparações saborosas, harmônicas e de qualidade. A interação entre o nutricionista e o chef de cozinha deve ser de tal relevância a ponto de unir a arte e a ciência, se traduzindo em prazer e segurança ao consumidor.

O nutricionista deve se antecipar ao cliente. Aqui, inclui-se a questão do marketing, em diversos níveis. Prestar informações, conhecer o mercado e seu público, e buscar a captação de novos clientes, também podem ser agradáveis atribuições desse profissional. Por meio da realização de eventos, festivais e atitudes promocionais, pode-se vislumbrar um campo amplo de atuação, dinâmico, lucrativo e, sem dúvida, muito prazeroso. Obviamente, estas ações devem ser executadas de maneira multiprofissional, envolvendo toda a equipe. Está aí mais uma ação do profissional. Contribuir para a motivação, conquistando a credibilidade, confiança e respeito, que podem ser obtidos com ações simples, mas que fortalecem a relação profissional. Momentos destinados a treinamentos e capacitação devem ser transformados em momentos de convivência.

A postura ética, competente e empreendedora do nutricionista deve ser sua marca para a conquista de seu espaço nesse segmento. Alguns proprietários e mesmo chefs de restaurantes comerciais ainda são refratários à inserção desses profissionais em seus quadros; entretanto, cabe a cada um desfazer esse estigma e assumir uma atitude de colaboração, mostrando que o nutricionista pode, inclusive, contribuir com a projeção de um layout que atenda a um fluxo mais racional e otimizado, participando da escolha de equipamentos, reduzindo custos e apresentando relatórios que comprovem estas ações.

Um profissional que conheça seu cliente, seus desejos e necessidades, que englobe toda a equipe, percebendo e valorizando a competência de cada um, evidentemente encontrará seu espaço e promoverá um excelente ambiente de trabalho, cumprindo seu juramento de manter, recuperar e promover a saúde, sem relegar o prazer a segundo plano.

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(*) Maria Luiza Santomauro Vaz é graduada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo e mestre em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Também é docente no curso de Gastronomia na Universidade Anhembi Morumbi, docente do curso técnico em Nutrição e Dietética do SENAC-FCO e ex-conselheira efetiva do CRN-3.

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Paula Craveiro
Assessora de Imprensa
Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região

Dra. Claudia Ridel Juzwiak*

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Já está claramente demonstrado que a nutrição afeta o desempenho físico e que, associada ao potencial genético e ao treinamento adequado, é fator fundamental para que o atleta alcance seus objetivos. Dessa forma, o atleta deve adotar estratégias nutricionais adequadas durante o treino e no período competitivo.

Durante a fase de treinamento, a alimentação deve ser equilibrada a fim de atender às necessidades de energia e nutrientes conforme a modalidade praticada. O horário e tipo de alimentos que compõem as refeições devem ser ajustados em função do tipo de treinamento e duração. A hidratação deve receber especial atenção, mesmo em dias frios.

No período que precede a competição, é essencial que a alimentação seja reforçada com alimentos fonte de carboidratos, tais como massas, pães e arroz. Essa estratégia é particularmente importante nas 24 horas que antecedem o evento.

No dia da competição, as refeições devem ser consumidas com intervalo de aproximadamente três horas, que permita que a digestão seja completa. Assim, é possível reduzir eventuais alterações que possam vir a prejudicar o desempenho. É recomendado também que se faça uma refeição de fácil digestibilidade, com predominância de alimentos fonte de carboidratos e menor proporção de proteínas (carnes, por exemplo) e muito pouca gordura. Se o intervalo é muito pequeno – uma hora e meia, duas horas –, o ideal é dar preferência a lanches rápidos ou líquidos. O atleta deve usar apenas alimentos que façam parte habitual da dieta, evitando as opções que provoquem flatulência, como feijões e algumas hortaliças, produtos condimentados ou com quantidade muito concentrada de açúcar ou alimentos que, por experiência individual de cada atleta, já tenham provocado algum mal-estar ou alteração gástrica.

É necessário cuidar da hidratação ao longo da competição, deixando uma garrafinha próxima e habituando-se a ingerir água sempre que possível. Em provas com duração superior à uma hora, é interessante se valer de bebidas acrescidas de carboidratos. É muito importante começar a hidratação antes da prova e beber em intervalos regulares durante a mesma.

Terminada a competição, a hidratação e a recuperação dos estoques de energia gastos durante o exercício devem ser a preocupação imediata. Dessa maneira, é interessante consumir alimentos fonte de carboidratos e iniciar a ingestão de líquidos quanto antes.

O ideal é que um nutricionista desenvolva uma orientação individualizada, considerando todos os pontos acima.

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(*) Claudia Ridel Juzwiak é graduada em Nutrição, especialista em Nutrição Clínica, mestre em Ciências Aplicadas à Pediatria e doutora em Ciências. Também é professora assistente da Universidade Católica de Santos.

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Paula Craveiro
Assessora de Imprensa
Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região

Revista RI

RevistaRICOBERTURA COMPLETA
8º ENCONTRO NACIONAL DE RI
Painéis debatem temas fundamentais para a consolidação do mercado

IBRI e ABRASCA promoveram a 8ª edição anual do Encontro Nacional de RI, que reunindo um público recorde de 620 participantes, debateu a atual situação dos profissionais de Relações com Investidores e o do mercado de capitais.

Por Rodney Vergili e Paula Craveiro

A matéria na íntegra pode ser acessada aqui.

Por Paula Craveiro

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Segundo o IBGE, o terceiro setor brasileiro possui cerca de 276 mil organizações, com 1,5 milhão de trabalhadores e algo em torno de 20 milhões de voluntários. Em sua maioria minúsculas (77% não têm sequer um empregado), elas nascem quase sempre da indignação, do interesse de participação social e do impulso de indivíduos na busca de solução para um determinado problema social. Como são gestadas no interior de comunidades, com poucos recursos financeiros, e por iniciativa cidadã de pessoas que conhecem de perto as necessidades que querem atender, suas soluções tendem a ser boas idéias e também de baixo custo. Mas nem sempre tão aplicáveis ou efetivas, em grande medida por causa de dificuldades comuns de planejamento, avaliação, captação e gestão de recursos. Na maioria das vezes, atingem um grupo limitado de pessoas de uma localidade, uma pequena fração daqueles que, potencialmente, poderiam se beneficiar daquele tipo de solução.

Nenhum especialista da área duvida de que, apesar das limitações de porte e alcance, essas organizações têm feito a sua parte na melhoria do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano brasileiro. Mas há quem acredite – e não são poucos – que o impacto global de sua atuação poderia ser consideravelmente maior se o terceiro setor atuasse integrado como uma grande rede. E se as suas instituições fossem percebidas pelas diferentes esferas de governo como parceiras preferenciais no desenvolvimento e execução de políticas públicas.

São vários os argumentos de quem defende essa tese. Para o objetivo desta reportagem, vale destacar apenas um deles: qualquer que seja a solução para algum dos nossos problemas sociais, antigos ou recentes, muito provavelmente ela já tenha sido elaborada, desenvolvida e testada por uma organização social em algum canto do País. Não há, portanto, nenhuma razão para reinventar boas práticas. Cada vez mais estudiosos do tema concordam que o mais sensato a fazer é dar visibilidade pública às existentes, compartilhar o conhecimento que está por trás de sua criação e ampliar o alcance de seus resultados para que excedam os limites de uma comunidade restrita. Os governos, nesse sentido, têm papel fundamental. Se forem mais atentos e sensíveis, podem identificar as práticas exitosas, valorizá-las e conferir-lhes a escala necessária.

É justamente a possibilidade de fazer diferença em grande escala que distingue uma boa idéia de uma tecnologia social. “Tecnologia social é um conceito que engloba técnicas, produtos e metodologias com potencial para serem reaplicáveis, elaboradas a partir da interação com uma comunidade e que representam soluções efetivas de transformação social”, ensina Luis Fumio Iwata, responsável por Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil (FBB).

Com baixo custo (menos de R$ 1 por pessoa), uso prático, resultados evidentes, e aplicação em qualquer lugar do Brasil e do mundo, a multimistura é um exemplo clássico de tecnologia social. Desenvolvida pela médica nutróloga Clara Takaki Brandão, adaptada e difundida pela pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann, da Pastoral da Criança, a farinha feita à base de casca de ovos e farelos ganhou a escala necessária quando passou a ser distribuída em algumas comunidades com elevados índices de desnutrição e mortalidade infantis. Hoje é uma política pública de segurança alimentar em diversas regiões do país. Sua aplicação tem sido invariavelmente associada á queda dos índices de desnutrição no Brasil.

Mas, afinal de contas, o que uma boa idéia precisa ter para ser uma tecnologia social e se transformar, assim como a multimistura, em uma política pública importante? Essa é uma questão cada dia mais comum entre líderes de terceiro setor interessados em ampliar o impacto e tornar mais eficazes suas práticas. Para respondê-la, Idéiasocial entrevistou os especialistas Iwata, da Fundação Banco do Brasil, e Larissa Barros, secretária executiva da Rede de Tecnologia Social. Propôs aos dois analisarem as boas soluções sociais propostas por seis organizações de terceiro setor do país, avaliando até que ponto, a partir dos elementos distintivos do conceito, elas podem ou não ser consideradas tecnologias sociais.

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Tecnologia social: um produto, uma técnica ou uma metodologia apara apropriação coletiva

Para a socióloga Larissa Barros, tecnologia social não precisa ser necessariamente um produto, como a multimistura, ou ainda uma técnica específica, como são as cisternas. “Ela pode ser, por exemplo, uma metodologia destinada a disseminar soluções para problemas relacionados à alimentação, educação, habitação, renda, saúde e direitos de cidadania, entre outros”, afirma. É exatamente este o caso das organizações apresentadas na segunda parte desta matéria: Escola Ambulante, TV Janela, Direito de Crescer, Prosa Rural, Pedagogia de Roda e Conexão dos Saberes.

O que distingue a tecnologia social da convencional é o fato de que ela se apóia no desenvolvimento de uma boa idéia de solução social, e considera a participação coletiva em seu processo de organização, planejamento e implementação. Pode nascer de um saber popular, caso, por exemplo, das benzedeiras do projeto Soros, Raízes e Rezas, que aplicam o soro caseiro enquanto rezam pela cura das crianças, ou de um conhecimento técnico-científico, como a organização de uma cooperativa de catadores e recicladores de papel. “Importa que seja efetiva, isto é, após previamente testada, tenha alcançado o objetivo que se dispôs a cumprir. E também que seja reaplicável em diferentes regiões, com as adaptações necessárias, propiciando desenvolvimento social em grande escala”, completa.

A transparência nas ações e propostas é fundamental. Assim como o envolvimento do maior número possível de pessoas – beneficiários diretos e indiretos e suas comunidades. Afinal, um dos objetivos centrais da tecnologia social é a sua rápida apropriação coletiva, tarefa para a qual precisa fazer com que o seu passo-a-passo seja conhecido por todos os interessados e, com o tempo, torne-se de domínio público. “Na tecnologia social, os procedimentos devem estar ligados às formas de organização coletiva. Sem isso, não produzirão resultados positivos em escala para a melhora na qualidade de vida e inclusão social”, afirma Larissa.

Para promover o impacto necessário, uma tecnologia social precisa ser um produto, uma técnica ou um método simples de compreender e fácil de aplicar pelas pessoas de uma comunidade. Quanto mais possibilidade de adaptações às singularidades locais, melhores tendem a ser os seus benefícios. Quanto menos investimento financeiro exigir, mais rapidamente gerará as mudanças desejadas. Na avaliação dos dois especialistas ouvidos por Idéiasocial, o processo deve permitir ainda o monitoramento e a avaliação dos resultados. A base para o seu êxito está também na cooperação entre setores e na sintonia com políticas públicas. “A aplicação da tecnologia social pressupõe uma atuação conjunta e cooperada entre poder público, sociedade e organizações”, complementa a socióloga. “Se ocorre isoladamente, favorecendo apenas uma pequena parcela da comunidade de uma determinada região carente, não é tecnologia social. É projeto pontual”, completa Iwata.

Com a experiência de quem está habituado a selecionar soluções para o banco de Tecnologias Sociais que a Fundação Banco do Brasil criou e mantém, Iwata ensina: “Para que sua solução faça diferença e transforme realidades, a organização proponente precisa ter recursos humanos, financeiros e, em alguns casos, tecnológicos. Do contrário, nada acontecerá. Determinação para superar desafios e fazer o projeto decolar é um outro aspecto muito importante.”

Na opinião de Larissa, ao desenvolver uma tecnologia social, a organização deve assumir o compromisso de divulgá-la a quem quer que possa interessar ou beneficiar. “É primordial, portanto, que seus criadores realizem um bom planejamento, coloquem o projeto em teste, chequem os resultados e, estando de acordo com a proposta inicial, abandonem qualquer apego autoral do tipo ‘o projeto é meu’, dispondo-se a transcrever a metodologia aplicada, em linguagem clara e objetiva, de forma a permitir sua reaplicação”, explica. Veja a seguir seis casos de tecnologias sociais propostas por organizações de terceiro setor de São Paulo, Ceará, Mato Grosso do Sul, Brasília, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

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Caso 1: Escola Ambulante: fácil reaplicação e custo moderado

Retirar crianças e adolescentes das ruas do centro da cidade e devolvê-los às suas famílias e à escola é o objetivo do projeto Escola Ambulante, criado pela Associação Beneficente Santa Fé, de São Paulo “Procuramos compreender o universo no qual esses jovens estão inseridos e, aos poucos, nos aproximar deles, de forma a conhecê-los individualmente, fazendo com que se sintam únicos e respeitados, independentemente de sua história, vivências, medos e expectativas. A partir dessa abordagem, traçamos um plano de ação para tentar reinseri-los à sociedade, levá-los de volta para casa e a escola”, explica José Queiroz, coordenador do projeto.

Em 11 anos de funcionamento, a Escola Ambulante já atendeu mais de 600 jovens. Segundo dados da organização, 80% deles abandonaram o uso de drogas, 75% saíram das ruas e voltaram para casa, e 97% freqüentam a escola. Apenas 22% continuam nas ruas, por opção.

Na opinião dos especialistas entrevistados por Idéiasocial uma das características que fazem desse projeto uma tecnologia social em potencial é a fácil reaplicação a um custo moderado. “A solução pode ser desenvolvida em qualquer lugar do Brasil ou do exterior, onde houver crianças e adolescentes vivendo na rua. A transferência depende basicamente da capacitação da equipe que aplicará o método no local. Contudo, recomenda-se que seja feita uma avaliação das especificidades locais, como tráfico, cultura e comércio, após a realização da pesquisa etnográfica, para verificar a necessidade de adequações de conteúdo”, destaca Larissa.

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Caso 2: TV Janela exige profissionais capacitados para trabalhar com público jovem

Criado no início da década de 1990, o Bairro Pantanal, na periferia de Fortaleza, no Ceará, sempre foi visto como uma das áreas mais críticas da cidade, graças aos altos índices de violência e miséria. “Essa comunidade, no entanto, é muito mais do que isso”, contesta Valdenor Xavier de Moura, coordenador do Instituto de Desenvolvimento Social (IDS), entidade responsável pela implantação de uma tecnologia social chamada TV Janela. “Desde o início de nosso contato com jovens do bairro, notamos que era preciso reforçar as potencialidades locais existentes. Isso ajudou a elevar da auto-estima dos meninos, pois o bairro costumava ganhar destaque apenas nas páginas policiais”, diz Moura.

O projeto consistia, inicialmente, na capacitação profissional para produção e projeção de vídeos. Com o tempo, surgiu o interesse em apresentar o material criado para a comunidade local. Todos os vídeos produzidos possuem relação direta com o Bairro Pantanal e apresentam temas que variam desde a origem das ruas da região até as profissões mais comuns no bairro, quadros de humor e grupos musicais. “Esse tipo de atividade contribuiu não apenas para a qualificação profissional e a inserção deles mercado de trabalho, como também melhorou bastante o relacionamento com a comunidade”, finaliza Moura. Para Iwata, da Fundação Banco do Brasil, a TV Janela é eficaz por causa da simplicidade do método e, por tabela, do seu inegável potencial de reaplicação. “O único cuidado a tomar, além, é claro, de captar os recursos e apoiadores necessários, é realizar um levantamento sobre a região e preparar uma equipe para atuar com público jovem, trabalhando conforme as necessidades levantadas”, ressalta.

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Caso 3: Direito de Crescer representa método prático para regiões marcadas por exploração de mão de obra infantil

A tecnologia social Direito de Crescer, desenvolvida pela ONG Girassolidário e sob comando do Instituto Kinder do Brasil (braço da Fundação Kinder in Brasilien, sediada na Suíça), tem como objetivo tirar crianças do trabalho infantil em carvoarias na região de Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul. “O programa tem duração estimada de sete anos e consiste na remoção das crianças das minas em troca de uma bolsa mensal de R$ 110 por criança, utilizada na sua formação e na manutenção da subsistência familiar. Além disso, as famílias contam com o apoio de um grupo de assistência social, com oficinas de educação complementar, que enfatizam o crescimento do saber, a auto-estima e uma postura mais responsável, e programas de geração de renda e habitação”, explica Carl Stephan Hoffman, presidente da Girassolidário, para quem o projeto tem gerado importante redução do trabalho infantil na região.

Na avaliação de Iwata, uma metodologia simples e eficaz como essa, testada e aprovada, pode ser bem-sucedida em qualquer região onde haja carvoarias, pedreiras e plantações de cana, com exploração de mão-de-obra infantil e famílias vivendo em condições muito precárias. “Como nos projetos mencionados anteriormente, as organizações, governos e empresas interessados em implantá-la devem ficar atentos para a adequação à cultura e realidades locais”, destaca.

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Caso 4: No Prosa Rural, os conteúdos podem variar dependendo da região onde é aplicado

“O Prosa Rural é um programa semanal de rádio produzido pela Embrapa (DF), a partir da percepção da necessidade de divulgar soluções para a questão da agropecuária, e alternativas para os problemas mais comumente enfrentados, como a seca e as formas de criação e cultivo”, conta Fernando do Amaral Pereira, responsável pela tecnologia.

Para a produção dos conteúdos, o projeto conta com uma rede de voluntariado, que envolve contatos com emissoras comerciais e comunitárias e entidades do setor. Além do trabalho dos voluntários, essa tecnologia social tem ainda o apoio de mais de 500 emissoras, distribuídas em 379 municípios.

Segundo Pereira, a Embrapa, organização responsável pela elaboração do projeto, não possui um instrumento de medição dos resultados alcançados pelo Prosa Rural. Entretanto, destaca: “Conseguimos ter uma boa noção de como o programa é recebido pelos ouvintes por conta das constantes solicitações de emissoras para uso do conteúdo em suas grades de programação”.

Para Iwata, o fato de ser um projeto de baixo custo, e eficaz para o que se propõe, facilita a reprodução do Prosa Rural em qualquer lugar do país. “Os conteúdos veiculados devem se adequar evidentemente às carências de cada localidade. No Nordeste, poderia ser, por exemplo, algo voltado à questão da água. No Centro-Oeste, algum tema mais direcionado à agronomia”, sugere o especialista da Fundação Banco do Brasil. “Todas as entidades que disponham de tecnologias ou produtos úteis à sociedade ou que precisem chegar a públicos definidos podem adotar a metodologia usada pelo Prosa Rural. As rádios do Brasil se mostram abertas às informações de cunho educativo e à prestação de serviço, que é bastante valorizada pelos ouvintes. A educação pelos meios de comunicação é viável, desde que se adote a linguagem adequada para o meio escolhido”, destaca Larissa, da RTS.

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Caso 5: Quantidade flexível de recursos favorece aplicação do Conexões de Saberes em diferentes realidades

Apesar de existirem algumas iniciativas relacionadas ao ingresso de jovens de baixa renda nas universidades públicas, como pré-vestibulares comunitários e o sistema de cotas, a maioria das universidades públicas seleciona e cria uma estrutura de cursos que contemplam, em geral, alunos com perfil típico dos grupos sociais mais privilegiados. Foi com base nesse quadro que nasceu o Conexão dos Saberes. “Criado em 2001 pela ONG Observatório de Favelas (RJ), o projeto seleciona e oferece bolsas de graduação para 25 estudantes com base nos seguintes critérios: morar ou ser oriundo de favelas ou periferias, escolaridade dos pais não superior a ensino fundamental, renda mensal dos pais inferior a seis salários mínimos, proveniência de escolas públicas, ser negro ou indígena, e ter histórico de engajamento em atividades coletivas cidadãs em suas comunidades. A intenção dessa tecnologia é possibilitar o acesso de jovens pobres ao ensino superior”, explica Elionalva Sousa Silva, responsável pelo projeto. Atualmente o Conexão dos Saberes vem sendo desenvolvido em 31 institutos federais de ensino superior (IFES) do país. O número de bolsistas saltou de 175 para 775.

Na análise de Iwata, o Conexão de Saberes é uma boa tecnologia social. “O projeto pode ser desenvolvido por qualquer instituição de ensino, seja fundamental, médio ou superior, que conte com alunos de origem popular. A maior vantagem dessa tecnologia é que ela pode ser aplicada com uma quantidade flexível de recursos, de acordo com a natureza da instituição onde será organizada e a sua capacidade de captação e aplicação de recursos financeiros e humanos”, ensina.

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Caso 6: Presente em 20 cidades e três países, Pedagogia de Roda é fórmula educacional que não exige investimento em estrutura física

Ultrapassando os limites das salas de aula, o Pedagogia de Roda mostra que é possível ensinar e aprender substituindo a estrutura tradicional, de tijolos, pela construção do saber em rodas, ao pé de uma mangueira. “Essa metodologia pede a colaboração de cada um de seus participantes. A matéria-prima de todo o processo de ensino são as pessoas, pois todo aprendizado ocorre em grupo, é plural”, define Sebastião Rocha, coordenador do projeto.

A idéia surgiu como resposta ao quadro de escassez de escolas na comunidade de Curvelo (MG). “A Pedagogia de Roda transforma a desvantagem da falta de um prédio escolar na vantagem de transportar o espaço de aprendizagem para qualquer lugar. Assim, qualquer parte de um bairro é uma escola. Cada um dentro da roda é, ao mesmo tempo, educador e educando. Ao invés de trabalhar com idéias massificadas de cultura, a roda prefere fortalecer as identidades culturais locais, o que se converte em mais solidariedade e espírito comunitário. A roda gira em qualquer espaço onde haja disposição para a reflexão coletiva”, explica Rocha.

A iniciativa do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD) deu tão certo que o trabalho foi expandido para mais de 20 cidades em cinco estados brasileiros, e também para Moçambique e Portugal. “É uma tecnologia social que pode ser aplicada não apenas em escolas, mas também em empresas ou projetos educacionais, possibilitando a melhoria da comunicação, o estímulo à participação, a formação da identidade, o fortalecimento da auto-estima, a integração da equipe, a idealização de espaço solidário e a igualdade entre todos os educandos-educadores”, destaca o coordenador. Larissa considera que a Pedagogia da Roda é uma autêntica tecnologia social, na medida em que se trata de um método simples, transformador, de baixo custo, adaptável às singularidades das diferentes culturas locais e, portanto, de fácil reaplicação. “A Pedagogia da Roda, como técnica, não exige espaço físico próprio e dispensa, portanto, todos os custos nele incluídos”, diz.

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O que caracteriza uma tecnologia social

  • Praticidade
  • Eficácia
  • Baixo custo
  • Reprodutibilidade em larga escala (Reaplicabilidade)
  • Capacidade de promover transformação social
  • Facilidade de ser compreendida e apropriada pela comunidade
  • Sintonia com alguma política pública
  • Possibilidade de ter resultados monitorados e avaliados.

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Os três momentos na elaboração de uma tecnologia social

Da boa iniciativa à larga escala, uma tecnologia social enfrenta basicamente três momentos. O primeiro deles diz respeito ao desafio técnico de transformar a idéia em um conjunto de procedimentos padrão, que possibilitem sua reaplicação, com as devidas adaptações quase sempre necessárias, a qualquer região do país.

O segundo refere-se ao seu referendamento público, quando a tecnologia social em questão passa a ser recomendada por organizações e especialistas como sendo a melhor maneira de se solucionar um determinado problema social.

A apropriação coletiva dessa metodologia é a terceira e última etapa, quando uma rede de diferentes atores sociais (públicos e privados) é criada para dar apoio à sua implantação, proporcionando as condições essenciais para que a tecnologia se incorpore a uma política pública.

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A engenharia de uma tecnologia social deve considerar…

  • O reconhecimento da autoria, tornando mais conhecidos as pessoas ou grupos responsáveis pela criação do produto, da técnica ou da metodologia
  • O registro da experiência, documentando-a em texto, filme e fotografias
  • A concessão de um status de excelência pela inovação
  • A sistematização dos processos de construção, transformando conhecimento tácito em conhecimento explícito
  • A manualização com vistas á reaplicação, explicando como se faz, criando referências e proporcionando contatos para a formação de uma rede

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[Publicado em 07/2006 na Revista IdéiaSocial - ed. 5]

Por Paula Craveiro

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Falar sobre a importância da adoção de políticas de responsabilidade social por parte das empresas (independente de ramo de atuação e porte) é, como se costuma dizer, “chover no molhado”. Qualquer entidade consciente sabe que, hoje em dia, é preciso oferecer aos clientes e à sociedade muito mais do que produtos e serviços de qualidade, uma vez que isso se tornou uma exigência natural.

Frente a essa necessidade, inúmeras companhias vêm adotando ações errôneas (ou, na maioria dos casos, oportunistas), no intuito de se apresentarem ao público de maneira diferenciada, buscando provar que são “engajadas”, que se preocupam não apenas com o lucro, mas também com o ser humano. Vendo por esse ângulo, realmente a proposta é encantadora: “ajudar ao próximo”. Pena que, analisando um pouco mais a fundo, a “coisa” não funcione tão bem assim.

O primeiro grande equívoco praticado está no desconhecimento do significado verdadeiro de Marketing Social e sua função. Contrariando muito do que vem sendo feito, Marketing Social é um conjunto de ações e estratégias planejadas para a implantação de programas desenvolvidos para a promoção de melhorias sociais, por intermédio da utilização de técnicas do Marketing “tradicional”. Isso representa que o criador de uma campanha de Marketing Social é, geralmente, uma entidade civil sem fins lucrativos ou um órgão do Governo, o que não impede, é claro, que uma empresa privada invista nesse segmento.

Para atuar dessa forma, é indispensável que se tenha em mente, obrigatoriamente, a busca por soluções de impacto social referentes à tomada de atitudes, comportamentos e práticas que contribuam para o fortalecimento e a implantação de políticas públicas, a divulgação de causas sociais relevantes e a transformação social, estando, todas elas, necessariamente afastadas de qualquer forma de ganho (de imagem e financeiro). Em outras palavras, Marketing Social é uma raridade. O que normalmente encontramos “por aí” é o chamado Marketing de Causa (Cause Related Marketing), que é uma atividade focada em um objetivo específico, geralmente realizado por uma empresa com a finalidade de agregar valores sociais à sua marca e aumentar a vendagem de seus produtos ou serviços.

Utilizado adequadamente, o Marketing de Causa Social é uma excelente ferramenta de posicionamento corporativo, pois com o recurso das técnicas tradicionais aliado a uma questão social, todos os envolvidos têm a possibilidade de sair ganhando: empresas, entidades e sociedade. É evidente que ao desenvolver uma ação como essa, a companhia está interessada, primeiramente, nos lucros oriundos do sucesso da mesma. Isso é inegável – e não é nenhum pecado! Entretanto, para que tais programas sejam constantemente incentivados, é de suma importância que a comunicação entre todos os agentes participantes seja transparente e direta, de forma a não induzir a sociedade ao erro e não deixar lacunas de informação.

O que é definitivamente errado é a maneira como essas ações são repassadas ao público (mercado, sociedade e mídia). Geralmente a empresa se coloca na posição de “defensora” de uma causa ou entidade, como se nada mais importasse. E todos sabemos que isso raramente ocorre. Um outro sério equívoco é confundir investimento social privado e responsabilidade social. O fato de apoiar com “data marcada” uma entidade ou causa não faz com que a empresa seja considerada socialmente responsável.

Esse título “bonitinho” somente é conquistado por aquelas empresas que agem responsavelmente durante os 365 dias do ano. É importante que se compreenda que responsabilidade social não diz respeito apenas a uma ou outra doação ou à inserção de um selo nos impressos e demais materiais institucionais. Na área do investimento social privado, muitas empresas têm se acostumado a beneficiar somente algumas entidades e organizações não-governamentais (que têm mais destaque na mídia ou que contem com um patrono conhecido). Essa atitude faz com que a população questione as intenções que levaram a corporação a investir nesse e não naquele projeto, e contribui para o fechamento de entidades filantrópicas e ONGs por falta de recursos. Se continuarem insistindo nesses erros, as empresas contribuirão para o insucesso de seus próprios investimentos ditos “sociais”, levando sua imagem e reputação ao descrédito. Pensando que todo consumidor também é um cidadão, fica claro que se este perceber que determinada empresa está realizando algum projeto ou campanha com a finalidade de autopromoção, mesmo que inconscientemente, ele começará a olhá-la de forma diferente, com desconfiança, passando a evitar esse ou aquele produto, e migrando para a concorrência.

Como se pôde notar, há ainda muita a ser feito, muito a ser melhorado; principalmente no sentido de que as empresas assumam, verdadeiramente, o papel de agentes sociais no processo de desenvolvimento, compreendendo que a responsabilidade social deve estar presente no DNA corporativo e ser, essencialmente, uma vocação empresarial, traduzindo-se na constante necessidade de fazer deste país uma nação mais justa e solidária, menos preocupada com o “próprio umbigo”.

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* Paula Craveiro é jornalista e pós-graduanda em Jornalismo Cultural pela Universidade Metodista de São Paulo.

[Artigo publicado em setembro de 2005 na Revista Apólice]
[Artigo reproduzido em 24/6/2006 no site O Guaruçá]
[Artigo reproduzido em 21/6/2006 no site PautaSocial]

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